Ex-ministro de Bolsonaro critica inspeção do Exército às urnas eletrônicas
Ramiro Brites

O primeiro ministro-chefe da Secretaria do Governo de Jair Bolsonaro, General Carlos Alberto Santos Cruz rompeu com o presidente seis meses depois. Ao Radar, ele falou o que pensa sobre as manifestações que não aceitam a vitória de Lula, expôs a impossibilidade de uma intervenção militar na atual conjuntura e opinou sobre a participação do Exército no processo eleitoral.
“As Forças Armadas não têm que participar do processo eleitoral, o responsável pelo processo eleitoral é o Tribunal Superior Eleitoral e a fiscalização é feita pelos partidos políticos e alguns órgãos técnicos”, disse o ex-ministro.
O Exército não deveria ter aceitado participar do pleito, afirmou o General. E agora, as Forças Armadas arriscam sua credibilidade por não apresentar o relatório da inspeção paralela.
“Quando você entra em um ambiente desses, e você se compromete em fazer um relatório, já tem o primeiro problema. E quando você não apresenta, tem outro problema que é colocar a sua credibilidade em xeque. Esse relatório tem que sair”, pontuou.
Sobre os atos em frente aos quartéis, Santos Cruz disse que a manifestação pacífica é legítima. No entanto, os manifestantes estão “manipulados” por “oportunistas”.
“Eu não vejo nenhuma possibilidade do Exército querer tomar atitudes relativas à política. Estamos em um cenário de normalidade”, disse o ex-ministro.
Com a experiência de quem comandou tropas na missão do Exército brasileiro no Haiti, Santos Cruz descartou qualquer ensejo antidemocrático das tropas. Para o General, quem pede uma tomada de poder das Forças Armadas fez uma interpretação equivocada do artigo 142 da Constituição Federal.
“De 4 em 4 anos, tem eleição. Não se pode aceitar apenas um resultado, isso não tem nada a ver com as Forças Armadas. Os comandantes são pessoas responsáveis, que não vão tomar atitudes ilegais, são pessoas preparadas”.
Em 16 de novembro, em São Paulo, Santos Cruz lança o livro “Democracia na Prática”, que segundo o autor, extrapola os conceitos acadêmicos e pretende se comunicar de forma direta com o cidadão. O General elencou 23 temas que considera relevantes para a compreensão de sistemas democráticos. A publicação também será lançada em Brasília neste mês.
RADAR(Veja)/montedo.com
Respostas de 10
Concordo plenamente com o sr general desde que o STE e o STF não tivessem tomado partido nas eleições
Sugiro retirar as FFAA e as forças de segurança do cenário nacional. Vamos ver quais serão as medidas adotadas pelos “guardiães” da Constituição.
Seria bom mesmo, para ver o que sobra de democracia e soberania.
O Exmo General Santos Cruz deixa tudo claro como água, só não entende quem não quer. Seu livro deverá estar a venda na internet, irei adquiri-lo. Democracia sempre!!!
Essas lamentáveis declarações do General Santos Cruz, têm um único objetivo, o de saciar a sua sede de vingança por ter sido destituído por Jair Bolsonaro, das funções de Chefe da Secretaria de Governo em razão das muitas desavenças com os filhos do presidente e com as divergências com o falecido filósofo e escritor Olavo de Carvalho.
O “General mais melancia que existe” de olho numa boquinha no governo da petezada.
Esse general está na contramão da história.
Será que ele não sabe que houve falcatruas nas urnas ????
Roubar esta no DNA da esquerda.
Esse general tem raivinha do Mito. Por ser general, quis mandar no governo do capitão e se deu mal.
A cobra vai fumar!
E você vai sentar nela e absorver a fumaça!