Militares reafirmam que não vão endossar protestos de eleitores bolsonaristas

Manifestação no QG do Exército, no Setor Militar Urbano - (crédito: Carlos Vieira / CB / DA.Press)

Integrantes do Alto Comando têm classificado manifestações como ações de grupos minoritários e descartam apoiar as reivindicações

Wilson Lima
Integrantes do Alto Comando do Exército, além de generais e coronéis, têm reafirmado, em conversas internas, que não vão endossar os atos populares que pedem a intervenção militar e aplicação do artigo 142 da Constituição Federal.
Como mostramos, [no domingo] houve concentração de eleitores bolsonaristas em frente a locais estratégicos como o Quartel General do Exército, em Brasília, ou o Comando Militar do Leste, no Rio de Janeiro. Nos atos, os manifestantes pediram intervenção militar com Jair Bolsonaro no Poder.
Segundo apurou este site, a cúpula do Exército acompanhou, com preocupação e minuto a minuto, o desenrolar dos atos.
O Exército também monitorou eventuais integrantes da Força que se manifestaram a favor da aplicação do artigo 142. Não como endosso ao movimento, mas para punir eventuais episódios de insurreição militar. Um cabo foi alvo de procedimento administrativo por fazer posts nas redes sociais sobre o assunto.
Na avaliação de generais do Exército, os protestos […] foram representativos, mas os militares têm reafirmado que não vão enveredar para uma aventura golpista. Há na caserna um claro descontentamento com a vitória de Lula, mas, para o Alto Comando e para os generais, o respeito à Constituição e ao resultado das urnas está acima de qualquer preferência político/partidária.
Antes do primeiro turno, o generalato já havia dado sinais de que acataria o resultado das urnas. Nas aspas de um general integrante do Alto Comando, “quem ganhar, leva”.
Outra questão que vem sendo ponderada pelos militares diz respeito ao orçamento de 2023. Na visão do Exército, quanto mais se estendem os protestos, menor será a capacidade dos generais de negociar, já com o governo Lula, a participação do Ministério da Defesa na peça orçamentária do ano que vem.
Para 2023, a Defesa concentra 1/3 da capacidade de investimentos do governo federal: uma cifra de R$ 7,4 bilhões.
O Antagonista/edição: Montedo.com

Respostas de 4

  1. O repórter do Antagonista tava escondido debaixo da mesa do alto comando aí ouviu tudo isso … eu sei porque estava com minha equipe de taifeiros servindo cafezin … 😁😁😁😂

    – uma alta fonte nos disse que …
    – fontes disseram
    – um militar de alto escalão disse a esta coluna sob condição de anonimato …
    E a mais classica e hilária: “especialistas dizem que … ”

    Um bom dia p/ o Sr Capitão Montedo aí nos pampas …

  2. Esse grupos minoritários deverão sofrer sanções; deu, perderam, se recolham, estão prejudicando a população!! Alguns já levaram gás, spray de pimenta e agora podem responder na polícia civil, estão batendo de frente contra a Lei Magna.

  3. E alguém acha que o beneficiários da Lei infame iria a favor da população???
    Como disse o Serrão: “hoje o povo pede o apoio dos generais, amanhã os generais irão pedir o apoio do povo, mas poderá ser tarde demais”.
    Nem Lulla, nem Bolsonaro…!!!

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