Ministério da Defesa responde TSE e diz que entregará relatório sobre urnas apenas ao fim da eleição

Técnicos do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal iniciaram na manhã desta quarta-feira (21) o processo de lacração das urnas eletrônicas que serão usadas nas eleições 2022. Foto: Wilton Junior/Estadão

O documento foi apresentado após intimação de Alexandre de Moraes; Forças Armadas dizem que não é possível apresentar material intermediário

Mariana Muniz — Brasília
O Ministério da Defesa afirmou, em resposta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quarta-feira, que só entregará um relatório sobre as urnas eletrônicas “conclusivo” após o segundo turno das eleições. O documento foi apresentado à Corte após intimação do presidente do TSE, Alexandre de Moraes.
No documento encaminhado ao TSE, a Defesa afirma que “um relatório conclusivo, contemplando toda a extensão da sua atuação, será encaminhado ao TSE ao término do processo”.
Segundo as Forças Armadas, a apresentação de um documento final está de acordo com o “Plano de Trabalho em vigor, e que as despesas correspondentes se restringem a pagamentos de diárias e passagens, custeadas com os recursos próprios do Ministério da Defesa, na Ação Orçamentária 2000”.
“A emissão de um relatório parcial, baseado em fragmentos de informação, pode resultar-se inconsistente com as conclusões finais do trabalho, razão pela qual não foi emitido”, diz a nota técnica.
Segundo a pasta, ao término do processo será elaborado um relatório contemplando toda a extensão da atuação das Forças Armadas como entidades fiscalizadoras, “com os documentos atinentes às atividades em comento”. Ainda segundo o ministério, o relatório será encaminhado ao TSE em até 30 dias após o encerramento da última etapa do plano de trabalho das Forças Armadas como entidade fiscalizadora.
A nota técnica afirma ainda que todas as ações feitas pelas Forças Armadas são realizadas “em favor” da Justiça Eleitoral e realizadas em cuidadosa observância dos “documentos normativos publicados pelo TSE”.
A entrega do documento ocorreu um dia após Moraes dar 48 horas para que a pasta encaminhasse os documentos referentes à eventual auditoria das urnas realizada pelas Forças Armadas.
Na decisão que motivou o encontro, Moraes também determinou que o Ministério da Defesa informasse a fonte do recurso empregado para a realização da auditoria. O despacho foi dado em um pedido feito pelo partido Rede Sustentabilidade.
Antes das eleições e ao longo do ano, as Forças Armadas insistiram para participar ativamente do processo de fiscalização das urnas eletrônicas. Um dos trabalhos avaliou uma amostra de ao menos 385 boletins de urna.
O pedido original da Rede Sustentabilidade tinha como alvo uma afirmação do presidente Jair Bolsonaro de maio em que ele insinuava que queria contratar uma auditoria privada para fiscalizar o processo eleitoral.
O Globo/montedo.com

Respostas de 28

    1. VAI “fumar” POR… NENHUMA BOCA DE BABÃO!
      Você e esses paisanos aloprados acham que estão nos anos 20′ e 30′ do século passado.
      Que por qualquer insatisfação pessoal político/partidário vão burilar os granadeiros para lançarem suas granadas em seus antagonistas partidários.
      Assanhando-se por qualquer ação inconstitucional vão tudão parar na cadeia.
      Aqui não é a Venezuela, onde um coronel Pqdt amanheceu sem saco e resolveu ser presidente vitalício.
      Qualquer bizarrice sem apoio da população as chances são ‘ZEROS’.
      Essa gente tosca, de qualidade medíocre, rasteira, rasa e meã será varrida do cenário Nacional caso tentem sacar algum tipo de Pst 142mm.
      Para o bem da Ordem Nacional, e, principalmente, para o bem das FFAA.

    2. Mas, afinal, por que Boca de Sabão?
      O nome é uma gíria da PM/RJ que significa:
      – dedo-duro, caguete, ‘X9’ no jargão policial.

    3. “Era caguete sim, era caguete sim
      Eu só sei que a polícia pintou no velório e o dedão do safado apontava pra mim
      Era caguete sim, era caguete sim
      Eu já vi que a polícia rochou no velório e o dedão do coruja apontava pra mim
      Caguete é mesmo um tremendo Boca de sabão”.

      Defunto Cagüete.
      Canção de Bezerra da Silva.

  1. Vergonha, não existe outra palavra.
    O exército virou um mero joguete na mão de particulares em detrimento da sociedade.
    Se houvesse um mínima preocupação em fortificar a nossa democracia, o relatório estaria pronto no dia seguinte, mas não.
    Acabando o segundo turno, um dos 2 relatórios, que já estão prontos, será usado.
    Um, dizendo não foi verificado qualquer problema, desde que o candidato preferido ganhe; e um outro informando que houve várias irregularidades, tudo para gerar dúvidas e confusão, desde que o outro candidato ganhe.
    Ao apresentar esse último relatório, aquele que apresenta a oposição ganhando, fará com que a nossa sociedade entre em um estado de conflito e violência. Espero que os responsáveis saibam que não estarão enganando ninguém.

  2. Tá tudo armado. Todos contra o PT. A manobra já pode ser vista no RS no MS, SP, PR e por aí vai. Pessoal do c d ciber não dorme no ponto.

  3. Vamos lá. Vão entregar só depois do segundo turno pq não encontraram nenhuma falha no primeiro turno. Esse raciocínio é lógico, pois se as FAs encontrassem alguma falha e não se pronunciassem a respeito estariam escondendo essa possível falha e atentando contra o próprio país, pois o voto é elemento fundamental da democracia e saber que o sistema de votação tem falha e não se pronunciar é ser contra o país e o nosso sistema democrático.
    Quem cala consente.
    A omissão, nesse caso, das FAs é assinatura de que está tudo OK. É simples assim.

    1. Se apresentar um relatório agora, é golpe. Se apresentar depois, é golpe. Se nunca apresentar, é golpe. Pode me informar a razão das comemorações programadas para a vitória da mulla no 1º turno? Foram as pesquisas?

  4. Nas próximas eleições as cotas terão que ser modificadas para incluir transgêneros, LGBTs, indígenas, ameríndios, ásiadescendentes, rescue-cro magnon, além dos 30% para as mulheres.

  5. o SUPREMO DEUS DA CALVICE acha que pode fazer tudo. Galera o povo não elegeu esse cara. Ate quando ele vai ficar tocando o terror??

    1. Devo discordar, pois o sistema de escolha dos Ministros, além de ter requisitos especiais (notório saber jurídicos e reputação ilibada) eles também são escolhidos (votados) pelo executivo e sabatinado pelo Senado Federal e ambos foram eleitos pelo senhor. Portanto, sua ideia não está conssetânea, pois há eleição na escolha do Ministro. Se não está satisfeito, vote em políticos, os quais proponham uma nova CFRB, pois emenda constitucional não tem como.

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