Bruno Eduardo de Melo Rocha, de 21 anos, era soldado da Força Aérea há três anos. Ele chegou a ser socorrido e encaminhado para o Hospital Municipal Rocha Faria
João Vitor Costa, Luisa Bertola e Paolla Serra — Rio de Janeiro
Um soldado da Força Aérea, de 21 anos morreu na noite do último sábado após ser baleado em uma blitz em Santíssimo, na Zona Oeste do Rio. Segundo os policiais, Bruno Eduardo de Melo Rocha não teria obedecido a ordem de parada policial e foi atingido por um disparo. Ele chegou a ser socorrido e encaminhado para o Hospital Municipal Rocha Faria, em Campo Grande, na mesma noite. Contudo, não resistiu aos ferimentos e morreu na madrugada.
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De acordo com a Polícia Militar, a Corregedoria Geral da Corporação instaurou procedimento interno para apurar o caso e os policiais envolvidos na ocorrência prestaram depoimento. O caso também é investigado pela 35ª DP (Campo Grande) e foi registrado como lesão corporal seguida de morte por intervenção de agente do Estado.
Em depoimento à Polícia Civil, um dos PMs relatou que um carro e uma moto estavam em “atitude suspeita” na Estrada Sete Riachos e foi solicitado que os veículos parassem. O agente disse que os veículos fugiram apesar das “diversas ordens de parada”. No depoimento, o policial contou ter efetuado um disparo de fuzil no pneu traseiro do carro, “com objetivo de imobilizar o veículo”. Após o disparo, Bruno, que dirigia o carro, ainda teria prosseguido por cerca de 200 metros.
O agente destacou que o jovem estava armado e “visivelmente embriagado e a todo momento se recusava a obedecer as ordens da guarnição”. Bruno também teria se recusado a sair do veículo e ser revistado.
O PM também relatou que Bruno disse ter sido baleado na lombar. Com isso, o soldado da Força Área foi colocado na viatura e encaminhado para o Hospital Rocha Faria. “Não foi possível fazer uma revista pessoal ou do veículo tendo em vista priorizar o socorro de Bruno”, declarou em depoimento.
De acordo com o delegado Tulio Pelosi, titular da 35ª DP (Campo Grande), foi requisitada a perícia nas armas dos policiais e na “trajetória de perfuração” no carro de Bruno. Ainda segundo Pelosi, todos os envolvidos serão ouvidos e a investigação busca por imagens de câmeras que possam ter registrado a ocorrência.
Tio de Bruno, Marcos da Rocha explica que, ao chegar à delegacia, foi informado que o sobrinho estaria armado no momento da abordagem, o que é negado pela família. Desta forma, o tio confrontou a versão:
— Estivemos na 35ª DP. Lá, o meu irmão, que é suboficial naval, perguntou à policial: “Cadê a suposta arma que pegaram com o Bruno?”. Ela (policial) respondeu que não tinha arma nenhuma, mesmo que nos autos constasse que o Bruno dirigia com uma das mãos e, com a outra, seguraria uma arma. Não tinha arma nenhuma — explicou Marcos, que também tenta compreender a dinâmica do momento:
— A polícia fala que foi blitz. Mas eu compreendo que blitz é oficializada. (No dia que Bruno foi baleado) Não tinha operação nenhuma ali, então não era uma blitz, era uma abordagem — conclui.
Marcio Rocha, que também é tio de Bruno, explica que a família está muito abalada com a morte do sobrinho. Por coincidência, um familiar presenciou o momento em que o carro do jovem foi baleado.
— Meu outro irmão, Marciel, não sabia do que estava se passando. Mas ouviu o disparo e ainda desviou do veículo (do Bruno) que perdeu a direção. Chegando em casa, conversou com a minha cunhada sobre o acontecido, mas só quando ligamos para ele para falar do sepultamento do Bruno, que ele recobrou a situação vivida na noite anterior. Ele está extremamente abalado — relatou Marcio, que ainda relembra a paixão do sobrinho pela vida militar.
Marcio, que é suboficial da Marinha, esteve fardado, orgulhoso, ao lado do sobrinho durante a formatura como soldado.
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Nas redes sociais, amigos lamentaram a morte do rapaz. Um amigo chegou a dizer que o sonho de Bruno era ser policial. “Sonho dele era ser policial e um policial tirou a vida dele covardemente! Eu te amo irmão, vou fazer Justiça por você. Vou vencer tudo isso por você, nada vai passar em branco.Esteja conosco, meu anjo lindo!”, escreveu.
O Globo/montedo.com
Respostas de 11
Então é isso para a PM , não parou atirou
Anônimo não seja Retardado…e espere as conclusões do inquérito Policial Militar, visto que caso vc não lembre, an mesma situação, morreu um PM indo para trabalhar e teve a infelicidade de perder a vida ao passar por uma blitz do Exército Brasileiro, caso vc tenha memória curta, saberá que na época nada de ilícito foi encontrado na época, no carro do Policial Militar que acabou morrendo…então não seja retardado ao Generalizar…então não é isso para a PM e sim que .mais um caso que não parou, assim como o do PM morto pelo Exército, ao não parar acabou pagando com a vida…e duvido muito que ele estando armado e sendo policial Militar, se realmente tivesse atirado, duvido que não teria derrubado alguém, visto que ao atirar estaria com o fator supresa a favor…
Eles vivem uma guerra.
Nós, uma fantasia (formatura, marchas e falas intermináveis sobre guerra e heroismo na italia e no paraguai).
Difícil julgar, melhor obedecer a autoridade constituída, como cidadão consciente dos seus deveres.
O maior risco da nossa vida é criar úlcera ou desgastar o menisco por conta do tfm.
#paz
Baleado na lombar é tiro pelas costas?
Me desculpe, não fale dos que vc não sabe e tb não generalize. Temos OM sim que fazem faxina tem, mas tb temos OM pronto emprego. Eu, por exemplo, estou pronto para o combate e temos muito policiais que trabalham em Seção, que não estão.
Se o anônimo sem noção que deixou a ignorância Constrangedora deduzir fatos e a disfunção cognitiva psicóloga de Generalização afetar o cérebro, NÃO deveria USAR E OU evitar ( usar o nome da “a PM” como se o fato fosse algo previsto em protocolo), ou seja os milhares de Abordagens desse tipo que a PM faz e arriscando a vida sem dar um único tiro …não é isso e nem é os 80 tiros …se vc é Militar deveria se informar mais sobre a atividade dos teus irmãos de Combatentes, ou então olhar para o próprio umbigo…
Liga nao.
A maioria é assim, vivem uma fantasia com seus breves, medalhas, manicacas, orações… no fundo, sabem que é tudo de mentira.
Mas a parte mais esclarecida tem profundo respeito pelos pms, os combatentes reais desse país
Infelizmente isso acontece, visto que qualquer ação mal analisasa acarreta consequências gravíssimas e infelicidade humana.
Temos na região Sul as melhores pms, mas não é regra é excessão. Eis que estando na Amazônia vivi de perto os detalhes do assassinato por um pm um Ten pm que discordava da prática de trafico do seu pelotão que passou a comandar depois da formação de oficial; ainda forjaram a fuga do preso para poder culpar mas em cidade pequena o preso contou detalhes do ocorrido…(https://www.portalmarcossantos.com.br/2018/08/20/comandante-da-pm-em-sao-gabriel-e-morto-a-tiros/)
A situação é tão imoral e degradante que no Nordeste precisei pedir informações e parei uma viatura da PM pois entendi estar falando com segurança do estado, mas depois fui advertido com a seguinte observação: ” você poderia ter sido assaltado”!!!
Somente com o tempo e lendo as notícias sobre a segurança pública nesses Estados que entendi e pude contextualizar e contemporizar as colocações do colega sobre a segurança pública e a famosa Op pm dias caras: https://g1.globo.com/pernambuco/noticia/pms-presos-usavam-fardas-das-policias-e-viatura-militar-para-cometer-crimes-diz-delegado.ghtml.
Esse é o nosso Brasil onde o corrupção, a imoralidade e a covardia é expressa em prosas versos em cada esquina, em cada operação, em cada abordagem.
Parabéns aos Nobres; que são excessão honrosa mas que lutam contra o joio tentando fazer o correto, o previsto, o honesto!!
Cavalaria!!
Quem pode adivinhar, uma blitz noturna no RJ, quem é? PM? Milicia? Traficantes? Quem sabe? Na situação atual de insegurança onde se tem um exercito de traficantes maior que o contingente de PMs no RJ eu penso que isso tem que ser repensado, a forma de abordagens, investigações e blitz.
Sou extremamente a favor do trabalho da policia e respeito, agradeço e admiro a coragem de todos que agem pela segurança publica. Mas essa estratégia de ação noturna em locais indiscriminados pode ser fatal para muitos PMs assim como foi para o jovem soldado.
“Um soldado da Força Aérea, de 21 anos morreu na noite do último sábado…”
O rapaz (vítima) era de boa família, soldado há 3 anos, não tinha antecendentes.
Tomou um goró em uma festa, foi pego em blitz, ficou com medo de perder a carteira e decidiu de forma errada, acelerar.
Errou? Sim, mas ser condenado a morte? O pior é que ao notarem que exageraram (atiraram em um inocente), os policiais plantaram armas para dizer estava atirando.
Minha conclusão, não se deve colocar na balança o delito do rapaz com o crime dos policiais. Enquanto o rapaz poderia ter seu erro reparado com a sociedade através de uma multa, uma perda de carteira, ou mesmo, extrapolando, uma prisão; os policiais criminosamente não deram segurança a ninguém, simplesmente optaram em ser juizes e carrascos, ao julgaram e condenaram a morte uma pessoa e a executaram a pena que eles mesmo deram.
Querem passar pano na base do corporativismo? Aliás esse procedimento tem sido comum aqui, incluindo nas urnas.