Lula é aconselhado a chamar Alckmin para comandar a Defesa

lula e alckmin

Proposta foi apresentada por um ex-titular da pasta, sob o argumento de que, se eleito, petista precisa fazer um aceno na direção das Forças Armadas, após um período de muito desgaste e tensões

Vera Rosa
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi aconselhado a chamar Geraldo Alckmin, candidato a vice em sua chapa, para comandar o Ministério da Defesa em eventual governo do PT. A ideia, apresentada por um ex-titular da pasta para o próprio Alckmin, antes do primeiro turno das eleições, é bem vista por alguns interlocutores de Lula.
Conhecido pela discrição, o ex-governador de São Paulo tomou a iniciativa de pedir a conversa reservada porque foi um dos escalados por Lula para sondar o ânimo das Forças Armadas diante das ameaças golpistas do presidente Jair Bolsonaro. Ficou surpreso, porém, quando ouviu que ele seria o nome ideal para a Defesa.
“Há uma sintonia entre os militares e o senhor”, disse-lhe o ex-ministro, que me contou o diálogo sob a condição de não ter o nome divulgado. “Ninguém melhor do que um vice-presidente da República para mostrar o apreço pelas Forças Armadas”, continuou ele, dirigindo-se a Alckmin.
A conversa ocorreu há cerca de dois meses, em São Paulo. O ex-ministro destacou a importância de Lula fazer um gesto para se aproximar dos militares, caso vença a eleição, após um período de desgaste e tensões. Recomendou, por exemplo, o apoio a projetos estratégicos que envolvem a defesa nacional e contemplam Exército, Marinha e Aeronáutica, além do respaldo à proposta para regulamentar a participação de oficiais em cargos públicos.
“Não podemos viver novas assombrações”, afirmou o ex-titular da Defesa, numa referência à politização das Forças Armadas.
O Estadão apurou que Lula não tomou qualquer decisão sobre o assunto. No primeiro mandato do petista, o vice-presidente José Alencar acumulou a função com a de ministro da Defesa, de novembro de 2004 a abril de 2006, substituindo o diplomata José Viegas Filho.
Atualmente, Alckmin virou um curinga na equipe. Tem conversado com militares, empresários, religiosos e representantes do agronegócio, com o intuito de quebrar resistências e desconfianças em relação a um possível novo governo.
Desde o primeiro turno, Lula é cobrado a divulgar com antecedência quem desejaria ver na cadeira de ministro da Economia e até da Defesa. “É loucura imaginar que você pode indicar time antes. Quem quiser conhecer meu ministério, vai ter que esperar primeiro eu ganhar eleições”, avisou o candidato do PT, nesta quinta-feira, 6.
Visto pelo mercado financeiro como uma espécie de garantia contra o radicalismo, Alckmin também já teve o nome citado para ocupar a pasta hoje dirigida por Paulo Guedes. Questionado, o ex-governador sempre negou que vá comandar um ministério, se a chapa sair vitoriosa da disputa com o presidente Jair Bolsonaro. “Vice é copiloto. A tarefa é ajudar, colaborar no conjunto do governo”, costuma repetir o ex-tucano, hoje nas fileiras do PSB.

Sem abertura
A relação com os militares é considerada protocolar e até mesmo “intransponível” pelo comando da campanha de Lula. Piorou a partir do governo Dilma Rousseff, com a criação da Comissão da Verdade, considerada pela caserna como uma tentativa de “revanche”. Embora haja contatos de emissários do ex-presidente com a cúpula das Forças Armadas, ainda não houve abertura para uma aproximação maior.
Anúncios antecipados de ministros, porém, costumam não dar sorte. Em 2018, o próprio Alckmin – então candidato do PSDB à Presidência – divulgou que Pérsio Arida estaria à frente de sua equipe econômica. Em 2014, no confronto com Dilma, o tucano Aécio Neves avisou que Armínio Fraga seria seu ministro da Fazenda. Deu no que deu.
Lula já disse que pretende nomear um civil, e não um militar, para chefiar a Defesa, como constava do plano original da pasta, criada no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em 1999. À época, o projeto era para que o vice-presidente fosse automaticamente ministro da Defesa. Houve críticas da oposição e a ideia acabou descartada.
No diagnóstico do candidato do PT, o modelo adotado na gestão de Michel Temer, que escolheu o general do Exército Joaquim Silva e Luna para comandar a Defesa, criou “uma distorção” nas Forças Armadas. Por esse raciocínio, uma força não pode se subordinar à outra, ou seja, o Exército não manda na Marinha nem na Aeronáutica e vice-versa.
Bolsonaro já teve três generais à frente da Defesa, desde 2019. Fernando Azevedo e Silva foi demitido em março do ano passado por se recusar a politizar as Forças Armadas. No rastro da crise militar, os comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica também foram substituídos. Walter Braga Netto entrou no lugar de Azevedo, mas deixou a Defesa há seis meses para ser candidato a vice na chapa de Bolsonaro. O atual ministro é Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, também general do Exército.
“O papel dos militares não é puxar saco de presidente, nem de Lula, nem de Bolsonaro. Eles têm quer ficar acima das brigas políticas”, afirmou Lula no primeiro turno da corrida ao Planalto. “O Exército não serve para política. Deve servir para proteger a fronteira e o país das ameaças externas”, emendou.

Cotado
Alckmin é um dos interlocutores da campanha com os militares, ao lado dos ex-ministros da Defesa Nelson Jobim, Celso Amorim e Jaques Wagner (PT-BA), hoje senador. Tem bom relacionamento com o general Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, atual comandante militar do Sudeste. Paiva é cotado para assumir o comando do Exército em eventual governo Lula.
Em abril, Lula adiantou que, se eleito, demitirá aproximadamente 8 mil militares, hoje em cargos comissionados. A manifestação provocou mal-estar na caserna, que também teme mudanças nas regras aprovadas pelo Congresso para a aposentadoria dos militares – mais vantajosas do que a de outras categorias –, caso o PT volte ao poder.
Apesar da pressão do partido, Lula vetou a proposta de incluir a revogação do artigo 142 da Constituição nas diretrizes de seu programa de governo. Como mostrou o Estadão, uma ala do PT defendia a retirada desse artigo por meio de uma Proposta de Emenda Constitucional, batizada de “PEC antigolpe”.
O artigo 142 estabelece que, sob a autoridade suprema do presidente da República, as Forças Armadas “destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por garantia de qualquer destes, da lei e da ordem”.
No confronto com o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Bolsonaro mencionou várias vezes o dispositivo constitucional. Na ocasião, suas declarações foram interpretadas no meio político e jurídico como ameaça de intervenção militar. “Fake news”, reagiu ele. A escalada de tensões na Praça dos Três Poderes, porém, parece longe do último capítulo.
ESTADÃO/montedo.com

Respostas de 30

    1. Orando e votando pelo Brasil….o comunismo é o fim da Liberdade de expressão, fim da iniciativa privada…LIBERDADE NÃO É LIBERTINAGEM….MEU DIREITO SÓ VAI AONDE COMEÇA O DIREITO DO OUTRO E VICE-VERSA….quero obras acabadas, educação básica de qualidade, saúde pública funcionando…….Deus a frente.

      1. Só um imbecil (e está cheio por ai) teve a brilhante ideia do “picolé de chuchu” na Defesa.. Um indivíduo que, embora de inocente não tenha nada, mas sabe distinguir um pé esquerdo do direito…O circo já está montado: palhaços a esquerda, os generais da banda tocando e o picadeiro cheio denpraças

      2. Aí, dá o bizu, como consegue tanto tempo pra viver orando por tudo.
        Deixa seu Deus fora desta, nenhum destes políticos estão nem aí para vc ou para mim.
        Ore pelas milhares de crianças órfãos que perderam seus genitores para a Pandemia.
        Milhares de crianças que não fazem nem duas honestas refeições diárias.
        Vocês bolsopetistas estão iguais aos petistas sa seita demoníaca do semi-deus sapo cachaceiro de 9 dedos.
        Nenhum irá criar melhorias na enorme fatia da população na faixa de miséria.
        Essas demandas que temos que ponderar, não se meu “meçias” não vencer as eleições o braZil brazileiro irá transformar-se numa Venezuela, Nicarágua ou Argentina.
        Vc é outro adulto infantilizado e desconectado do mundo real.
        Petistas de direita e esquerda, tudão gado eleitoral.

  1. Pronto, a Defesa virou a casa da mãe Joana.
    Tem comunista, tem neo-comunista (o vice do Lula “álcool em mim), tem de tudo, ao gosto do patrão.
    Esculhambação total.
    Só falta colocar o deputado Lindbergh Farias fileiras de pó.

    1. Aí, dá o bizu, como consegue tanto tempo pra viver orando por tudo.
      Deixa seu Deus fora desta, nenhum destes políticos estão nem aí para vc ou para mim.
      Ore pelas milhares de crianças órfãos que perderam seus genitores para a Pandemia.
      Milhares de crianças que não fazem nem duas honestas refeições diárias.
      Vocês bolsopetistas estão iguais aos petistas sa seita demoníaca do semi-deus sapo cachaceiro de 9 dedos.
      Nenhum irá criar melhorias na enorme fatia da população na faixa de miséria.
      Essas demandas que temos que ponderar, não se meu “meçias” não vencer as eleições o braZil brazileiro irá transformar-se numa Venezuela, Nicarágua ou Argentina.
      Vc é outro adulto infantilizado e desconectado do mundo real.
      Petistas de direita e esquerda, tudão gado eleitoral.

      1. Eduardo Sobreira Muniz. o cara tá certo
        vai ter que dormir com essa
        políticos tão nem aí pra gente
        Tornar-se uma “Venezuela ou Cuba” não seria uma boa para os espúrios negócios da petralhada.
        Só querem que o velho e bom Estado brasileiro continue no mesmo sistema viciado no crime e amigo de empresários corruptores.
        Não sejas um beato no rebanho do gado de lula e Bolsonaro.
        Ore pelas crianças órfãos, essas sim, necessitam de suas preces.
        Orando por só por elas!

  2. Esse Alckmin não comanda nem a vida política dele. Deus é pai e não padastro; não permitirá que uma desgraça do Luladrão vença a eleição presidêncial.

  3. Meus amigos quero trazer a vcs uma reflexão do que eu vivi no período dos governos do PT durante a minha vida na ativa do EB,durante o governo do ex condenado Lula da Silva nos militares recebemos um reajuste de 28 porcento escalonado em 5 anos ,quem viveu se lembra disso ,e que os índices de inflacao era superior a sete e oito porcento ou seja o que recebemos de reajuste nos últimos anos de governo do lula era a metade do índice inflacionário do período e a Dilma fez a mesma coisa conosco ,sem levar em conta que não havia pandemia nem guerra na Europa na época ,e o que eu quero trazer e que nós na época tínhamos uma defasagem muito grande salarial naquela época onde diversos representantes de associações de militares faziam manifestações pedindo o reajuste de inflação do período nos salários dos militares ,eu não consigo entender o porquê alguns de vcs que comentam a respeito do Bolsonaro por conta da restruturação não ter atendido a todos só peço que vcs entendam que a pandemia foi quem impossibilitou o reajuste salarial prós funcionários públicos e pra militares também senao fosse a pandemia o governo teria dado os índices de inflacao dos respectivos anos de governo do atual presidente da República ,agora se alguém quer votar em um bandido que já sabemos o que ele pensa a respeito de nos militares vote sabendo que no período que estes estiveram no poder nada fizeram por nós ,não venham com a conversa fiada de que vivíamos melhor nesse período que e mentira ,nós quartéis tiveram meio expediente forçado por conta de falta de comida nos quartéis ,ganhavamos pouco e éramos desprestigiados por aqueles que nos governavam .

  4. Anônimo no 8 de outubro de 2022 a partir do 10:50 parabéns pelo comentário de rara lucidez; nesses tempos em que apoiar a familicia passou a ser sinónimo de honestidade e receber pastores maçons e corruptos para negócios contra o erario público passou a ser sinônimo de religiosidade, seu comentário traz um pouco de lucidez e moralidade nesse momento difícil da política nacional.

  5. Não adianta querer colocar pontos corretos ,pois sempre existirá alguém criticando ou colocando o seu ponto de vista. A única coisa que percebo mesmo , deveria ter acordado há muito tempo. Como dizemos lá na OM, toda boa ação será sempre fiel castigada. Enquanto os bobinhos ou rolas como chamamos , vão se safando, passando os 30 anos(agora 35) tranquilos. Cada um só olha pra seu umbigo , nunca estará bom , isso já é do ser humano. Buscar estudar ou fazer algo pra melhorar de vida ninguém quer. Entrei na Marinha pra ser marinheiro , já estou chegando a SubOficial. Se quisesse mais, tinha me empenhado e estudado pra isso. Sempre terá alguém reclamando de quanto ganha , agora aprender educação financeira não quer. É mais fácil receber X e gastar 2x pra colocar a culpa nos outros. Brasil é um país de amador. Se fosse sério mesmo , Lula não estava nem concorrendo as eleições. Enquanto tudo estiver bagunçado e desordenado, fica fácil para eles manobrarem ,isso aprendemos desde que entramos nas escolas militares. Se os praças também fossem mais unidos, seria diferente ou igual o que os comentários relatam acima referente aos oficiais. Na Marinha quando criaram o SubMor, achei que iria mudar algo positivo para os praças, mas ao contrário. Se acham até superiores aos Oficiais, querendo não só o mesmo direito , até mais.

  6. Pessoal!!!
    Raciocinem….
    Lula se eleito….QUE DEUS NOS LIVRE!!! Vai jogar os militares no INSS…TODOS!!!! ATIVOS E INATIVOS!!
    O PT passou quase 16 anos no poder e NÃO fez NADA pelos militares….dava migalhas!!!
    O pessoal da lacuna ou QEs gostam de malhar o Bolsonaro, com toda razão, mas votar em Lula acreditando que ele irá corrigir erros na reestruturação da carreira é ser muito mas muito inocente ou idiota mesmo!!!
    Sou da FAB e luto nas redes sociais para uma melhora na carreira dos praças da FAB e da MB que são piores do que no EB!!!
    Já acreditei naquele ladrão de nove dedos mas acordei do coma!!!!

  7. Nenhuma novidade, lembrem daqueles que já passaram no Ministério da Defesa, José Viegas, Celso Amorim, Waldir Pires, Geraldo Quintao. Nada é tão ruim que não possa piorar. O ex-presidiário nem deveria concorrer às eleições.

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