Militares dispensam farda para fiscalizar eleição e preparam relatório para o TSE

urnas eletrônicas

Documento deve consolidar diversas etapas da auditoria, entre elas a checagem paralela de boletins de urna

Cézar Feitoza
BRASÍLIA

A fiscalização das Forças Armadas do primeiro turno das eleições deve ser consolidada em um relatório a ser encaminhado ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nos próximos dias.
O documento terá informações sobre diversas etapas da auditoria do processo eleitoral, incluindo a checagem de boletins de urna (BUs), principal motivo de atrito entre o Ministério da Defesa e corte eleitoral às vésperas do pleito.
Neste domingo (2), militares de 153 municípios foram a seções para tirar fotos de cerca de 400 boletins de urna. Os arquivos foram enviados para uma equipe de técnicos das Forças Armadas concentrada no Ministério da Defesa, em Brasília.
A equipe fará a checagem desses dados. O objetivo é verificar se os votos registrados nos boletins de urna são os mesmos que chegam ao TSE.
Abordado pela imprensa após votar em Brasília, o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, não quis comentar a fiscalização.
A conferência dos votos deveria ser finalizada ainda na noite deste domingo (2), mas o resultado da checagem será mantido em segredo no Ministério da Defesa até a conclusão do relatório.
A pasta informou ao TCU (Tribunal de Contas da União) na sexta-feira (30) que, se encontrar divergências nos números, um relatório será encaminhado ao TSE para que o próprio tribunal adote as providências para análise do caso.
Em caso de falhas, uma resolução da corte eleitoral prevê que as entidades fiscalizadoras poderão solicitar a verificação extraordinária dos sistemas eleitorais após a eleição, desde que sejam “relatados fatos e apresentados indícios e circunstâncias que a justifiquem”.
Em outra frente do trabalho, os militares acompanharam a realização do teste de integridade em todos os estados. O processo tem por objetivo confirmar se os votos registrados nas urnas são os mesmos calculados nos boletins de urna ao final da votação.
As equipes das Forças Armadas na fiscalização da auditoria tinham, em média, quatro pessoas. Ao final do teste, os grupos finalizaram relatórios com os resultados do teste de integridade, que ficarão com técnicos para a consolidação final.
Durante todo o dia, os militares se comunicaram com os técnicos das forças por mensagens pelo aplicativo Signal. Segundo relatos feitos à Folha, as equipes de fiscalização foram instruídas a enviar os boletins de urna e atualizar constantemente as fases do teste de integridade pela ferramenta.
Para evitar exposição, os militares foram orientados a realizar as etapas da fiscalização vestidos como civis, sem fardas.
A participação das Forças Armadas na fiscalização do pleito foi inédita neste ano e causou mal-estar entre o governo e o TSE. Ex-presidente do tribunal, o ministro Alexandre de Moraes incluiu os militares na CTE (Comissão de Transparência Eleitoral) e na lista de entidades fiscalizadoras do pleito.
O objetivo inicial era reduzir as críticas que o presidente Jair Bolsonaro (PL) fazia às urnas eletrônicas, mas o efeito foi o contrário: o mandatário aumentou os ataques ao sistema eleitoral e usou os questionamentos para desacreditar a Justiça Eleitoral.
Apesar das insinuações golpistas de Bolsonaro, generais ouvidos pela Folha afirmaram que a atuação das Forças Armadas não busca promover uma ruptura institucional. Segundo eles, a tentativa é ajudar no aprimoramento do processo eleitoral.
FOLHA/montedo.com

Respostas de 24

    1. Mais uma vez não foi eleita a grande Guerreira Ivone Luzardo. Teve apenas 943 votos, uma pena, pois fez mais pelos militares do que todos que aqueles que já foram eleitos da caserna. Decepcionado.

  1. Deveriam auditar as urnas do “exterior”, quando terminarem a auditoria já estaremos nas próximas eleições.

    Não encontrarão nada de errado…..

  2. Sempre essa conversa fiada do ladrão que corre com o roubo na mão gritando: _”Pega o ladrão”.

    Eu ainda não sei, não me disseram, se na transmissão dos votos para o TSE é usada a internet e se usam mídia removível “em boas mãos” como um disquete, um CD, um USB ou um pendrive.

    1. Não espere que te digam, procure a informação, meu caro… Os vídeos suspeitos chegam aos montes nas redes sociais, mais informação de verdade não.

  3. Ao Fernando no 3 de outubro de 2022 a partir do 08:05

    você acha mesmo que boçalnaro vai corrigir alguma coisa pra praça se for reeleito?
    serão os últimos 4 anos, se ele tivesse que fazer alguma coisa o faria no primeiro
    mandato e não em um mandato que tanto faz como tanto fez, ele mesmo disse que
    se quiser pode ter duas aposentadorias uma de capitão e outra de deputado federal.
    luladrão também não fará nada pra militar a não ser colocar jean wilys como ministro da
    defesa kkkkkkkkkk
    nós brasileiros estamos como a música do ney mato grosso, se correr o bicho pega
    se ficar o bicho come, lamentávelllllllllllllllllllllllllllllllllll

  4. A família militar e os militares representam uma fatia insignificante do eleitorado. As praças que estão insatisfeitas e reclamam nesse blog tem razão na sua insatisfação. Ficou ruim pra todo mundo, exceto para o QEMA.
    De qualquer maneira, ser militar não é cultuar os valores que aprendemos em tantos anos de profissão? Não é saber que, nos momentos de crise, sacrifícios terão de ser tomados? Se não concordam, então pra que usam farda?
    Permitir que o Lula bandido volte ao poder visualizando um falso horizonte de melhorias salariais vai trazer muita dor e sofrimento para os militares e seus familiares. Lembrem: nos momentos de crise, o PT nunca pensou duas vezes em nos colocar na rua para cumprir missões que não eram nossas. Já o Bolsonaro, pela primeira vez em mais de 20 anos de carreira, presenciei 4 anos sem o EB ir pra rua.
    Acordem!!!! As melhorias salariais poderão vir com o Bolsonaro, não por ele. Mas pela melhoria do cenário econômico pelo qual o país passará se ele for eleito. Olhem o que ele fez com pandemia. Olhem os países ricos como estão pelejando.
    Mas pra isso seria necessário se livrarem da cólera.
    Na crise senhores, nós seremos chamados. Com aumento ou sem aumento. E o PT é uma máquina de criar crises.
    Reflitam!!

  5. Isso que dá tratar mau sua base de lutas e conquistas, os praças e seus familiares e amigos são uma soma de votos e estão pulverizados por todo o território brasileiro podem não decidir uma eleição mas em conversas tipo qual foi o pior governo para os militares e digo praças a resposta vem rápido, gov JB, quem disser o contrário foi beneficiado de alguma forma entre esses estão os oficiais superiores, generais, almirantes e brigadeiros e alguns praças S Ten babões com curso de altos estudos feitos online, no mais 4 anos sem aumento e mais 5 anos de serviço no lombo.

    1. Obrigado papai Bolsonaro!
      32 anos de serviços prestados = 5% de adicional de permanencia + curso de aperfeiçoamento para “Assessoria em Estado-Maior para Suboficiais” + compensação orgânica 20% e depois de julho de 2023 vai cair na conta 10.556,74 liquido.

      Boca de sabão

      1. Como nao houve aumento de soldo, a inflação vai comer tudo.
        O teto constitucional já esta indo para 44 mil e vc arrotando caviar. Em cinco anos estará tão miserável quanto sempre foi.
        Mas de fato, é muito dinheiro para quem nao tem uma noção mínima de microeconomia

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