Ao MPF, general diz que atos políticos no 7 de setembro em Copacabana foram realizados ‘em outro local’ após evento cívico-militar

Bolsonaro discursa para milhares de apoiadores em Copacabana durante o 7 de Setembro — Foto: Rodrigo Abd/AP

Comandante do Comando Militar do Leste negou que ato em comemoração aos 200 anos de Independência estava relacionado ao ato em apoio ao presidente, no qual Bolsonaro pediu votos.

Camila Bonfim e João Ricardo Gonçalves, g1 Rio e g1 Brasília
Em comunicação ao Ministério Público Federal, o Comando Militar do Leste negou relação entre o ato cívico-militar em comemoração aos 200 anos de Independência, no dia 7 de setembro, com o evento político partidário de apoio a Jair Bolsonaro, no qual o presidente pediu votos. Ambos os eventos ocorreram na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, a cerca de três quarteirões de distância.
O ato cívico-militar costuma ocorrer na Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio, mas este ano foi transferido para a Praia de Copacabana, que nos últimos anos tem se convertido em ponto de manifestações em apoio a Bolsonaro.
Depois de subir ao palco do ato das Forças Armadas, onde não discursou, Bolsonaro desceu, falou com apoiadores, e se dirigiu a pé a um trio elétrico, a cerca de três quarteirões de distância, no qual discursou e pediu votos para sua campanha para a reeleição pelo PL. O público transitou entre os dois eventos.
No comunicado, o general de Brigada Sérgio Borges Medeiros da Silva, chefe do estado Maior do Comando Militar do Leste, afirma que as manifestações político-partidárias foram “realizadas em outro local após o término do Tributo”.
“Quanto ao risco de confusão com manifestação político-partidária, cabe destacar que, desde o planejamento inicial das atividades em Copacabana, este Comando já possuía a informação de que o Presidente da República não faria uso da palavra durante o evento cívico-militar, contrariando o publicado em alguns órgãos de imprensa, não existindo dessa forma, nem ao menos microfone disponível no palanque de autoridades. Ademais, o cercamento do espaço destinado às apresentações supracitadas constituiu, por si só, separação física entre os eventos cívico-militares e o ato político. Assim, verifica-se que a narrativa veiculada por alguns órgãos de imprensa, tentando transformar a comemoração cívico-militar em ato político, não se mostrou verdadeira. Tais eventos se traduziram em demonstrações de amor pelo Brasil e não se confundiram, em momento algum, com as manifestações político-partidárias realizadas em outro local após o término do Tributo”.

Praia de Copacabana no 7 de Setembro — Foto: Marcos Serra Lima/g1

O general também discorreu na correspondência sobre os gastos do evento cívico-militar, que teve apresentações de bandas militares, salvas de tiros de artilharia e demonstrações de paraquedismo, além do desfile de embarcações. Segundo ele, o evento realizado com tropas locais, portanto, sem gastos com diárias e passagens. Além disso, segundo ele, “o efetivo empregado foi consideravelmente menor do que aquele que se empregaria na realização de um desfile militar tradicional na Avenida Presidente Vargas, a um custo bem menor”.
g1/montedo.com

Respostas de 6

  1. Estão querendo problematizar uma manifestação cívica legítima, garantida na CF, porque o ladrão-mor não consegue juntar meia dúzia de comparsas. Contra comunistas não se pode ser polido, que tratá-los como extrumes que são.

  2. Já não bastasse esse verdadeiro comício eleitoral, inclusive reconhecido por sentença, também o uso da figura do Chefe de Estado lá na Inglaterra (funeral da rainha) serem usadas como propaganda política e também terem sido bloqueadas pela justiça como propaganda eleitoral. O dinheiro público sendo torrado a torto e a direito para benefício de uma candidatura em detrimento dos outros candidatos. Depois não venham defender que em eleições anteriores isso acontecia. Parafraseando fala de Boris Casoy: “Isso é uma vergonha!”.

  3. General bem mandado é esse ,nem uma criança acredita no que ele falou,estão envolvidos na m…. da politica ate o pescoço,está indo pelo ralo a boa reputação das FA com esse generais políticos com a desculpa de patriotismo.

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