TRE do RJ proíbe uso de sobrenome Bolsonaro nas urnas por aliados do presidente

Deputado federal Hélio Lopes e o presidente Jair Bolsonaro Foto: Agência O Globo

Presidente chegou a autorizar que ex-assessor fosse ‘Max Bolsonaro’ nas urnas; deputado federal também deve mudar identificação

Mateus Vargas
BRASÍLIA

O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Rio de Janeiro decidiu, nesta quarta-feira (31), proibir que dois aliados de Jair Bolsonaro (PL) usem o seu sobrenome nas urnas.

O ex-segurança e ex-assessor de Jair Bolsonaro, Max de Moura (em primeiro plano), durante ato de campanha – Reprodução/Twitter

O próprio presidente chegou a apresentar uma carta autorizando Max de Moura (PL-RJ), seu ex-assessor e ex-segurança, a usar o nome Max Bolsonaro na disputa ao cargo de deputado federal, mas o apelo não foi suficiente para mudar os votos dos desembargadores.
O TRE também vetou que o deputado Hélio Lopes (PL-RJ) se identifique como Hélio Bolsonaro na campanha à reeleição.
Os registros das candidaturas foram aprovados na mesma sessão. Eles poderão usar o nome de Max Guilherme e Helio Fernando Barbosa Lopes nas urnas.
“Pessoas querem pegar carona no nome alheio”, disse o presidente do TRE do Rio, Elton Leme, durante a votação.
A Procuradoria Regional Eleitoral já havia considerado o aval de Bolsonaro insuficiente e recomendado no último sábado (27) a rejeição do registro de Max de Moura. “No caso, o sobrenome utilizado pode dar a falsa impressão de um parentesco com o presidente da República, que possui o mesmo sobrenome escolhido.”

Carta em que o presidente Jair Bolsonaro autoriza seu ex-segurança Max de Moura a usar o sobrenome Bolsonaro nas urnas. – Reprodução.

Uma carta do presidente Jair Bolsonaro a seu ex-segurança Max de Moura. Nela, o presidente autoriza que Max use o sobrenome Bolsonaro nas urnas e se diz honrado. Cita ainda a proximidade pessoal e profissional com Max.
MP (Ministério Público) e a Justiça Eleitoral em outros estados adotam leitura diferente. O TRE do Distrito Federal, por exemplo, aprovou a candidatura de Fabiano Intérprete Bolsonaro (Republicanos), que era intérprete de libras da Presidência.
Na carta apresentada no dia 25 pela defesa de Max, o chefe do Executivo afirmou ser “público e notório” que o ex-assessor é conhecido como Max Bolsonaro, “considerada a nossa proximidade profissional e pessoal”.
“Além de autorizar, muito me honrou o seu proceder”, escreveu ainda o presidente.
“A autorização concedida pelo Exmo. Presidente da República não importa em garantia de inobservância das normas eleitorais, na medida em que estas têm por finalidade garantir a lisura e seriedade do pleito eleitoral”, escreveu o procurador regional eleitoral Vinícius Panetto do Nascimento, ao rejeitar a argumentação da defesa de Max.
A defesa do ex-assessor de Bolsonaro havia argumentado que a Procuradoria do Rio não considerou decisões de tribunais de outros estados.
“O requerente não é o único a utilizar o sobrenome ou a alcunha de jogadores de futebol, artistas, animais, estabelecimentos (armazém etc), figuras históricas, presidentes e vice-presidentes etc, sem que isso fosse contestado, na maioria dos casos”, afirmaram os advogados.
A campanha de Max também argumentou à Justiça Eleitoral que foram aceitos outros “nomes excêntricos” em eleições passadas no Rio, citando Capitão Cloroquina, Ricardo Fucinho, Sallim Solução Amor no Coração, Molezinha e Lek Bom.
Disse também que, no pleito atual, o Ministério Público Eleitoral do Rio deu parecer favorável a Virginia Pinto Vó do Zap e Hermiton Moura Vem Pra Direita.
Para pedir a derrubada da candidatura de Max, a Promotoria citou trecho de resolução do TSE que permite a adoção de nome na urna que não “estabeleça dúvida quanto a sua identidade, não atente contra o pudor e não seja ridículo ou irreverente”.
Em entrevista à Folha, o candidato a deputado estadual Fabrício Queiroz (PTB-RJ) disse que não pediu para usar o sobrenome de Bolsonaro nas urnas. “Sou o Fabrício Queiroz. Acho isso uma babaquice. Queiroz Bolsonaro?”, declarou o pivô da acusação contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no caso das rachadinhas.
Max e Hélio estão entre os candidatos da linha de frente do pelotão que defende as bandeiras de Bolsonaro nas eleições.
Como mostrou a Folha, a trinca de partidos que forma a coligação de Bolsonaro e que comanda o centrão teve uma disparada no lançamento de candidatos, mais de 4.350, o que a eleva ao topo do ranking partidário.
FOLHA/montedo.com

Respostas de 20

    1. “Devorada”!
      Vc seu juruna sempre com essas expressões negativas, adora esse lado depreciativo das coisas e pessoas.
      Sempre com esse olhar negativo das coisas e pessoas.
      Refleti seu lado depressivo dessa vidinha triste e solitária.
      O maximus depressivo pessimista.

  1. “Infelizmente, não há dúvida de que o homem não é, em geral, tão bom quanto imagina ou gostaria de ser. Todo mundo tem uma sombra, e quanto mais escondida ela está da vida consciente do indivíduo, mais escura e densa ela se tornará. De qualquer forma, é um dos nossos piores obstáculos, já que frustra as nossas ações bem intencionadas.”
    – Carl Jung –

  2. Só não proíbem um ex condenado participar de eleições. Os porcos comunistas não merecem nenhuma deferência, chamá-los de excelência é trair a consciência de cidadãos honestos.

  3. É tenta falta de vergonha na cara que eles abrem mão das origens familiares, e ai pergunto, espanta esse helio ter abandonado seus eleitores?

    Isso diz muito. Abriu mao do pai e da mãe que o criaram em busca de votos na aba do bolsonaro.

    Não será reeleito, nada fez, apenas viajou e encheu os bolsos de diárias

  4. Essa decisão vai mudar o eixo da terra e o sol vai recuar uns 10 graus. Ora! Ora! Hora! Como se isso fosse mudar alguma coisa nos eleitores bolsonaristas. Proibir o nome Bolsonaro como cognome político nas urnas,é como mudar a coleira, mas o cão é o mesmo, pois o nome Bolsonaro já está impregnado no subconsciente dos eleitores bolsonaristas. Fica a dica!

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