General Villas Bôas nega que militares planejem agir fora da legalidade

Alto Comando do Exército visita o General Villas Bôas

Chico Alves
Colunista do UOL

Ex-comandante do Exército, o general Eduardo Villas Bôas publicou esta tarde no Twitter um texto em que desmente que as Forças Armadas estejam apoiando a ideia de um golpe para que os militares tomem o poder no Brasil. Referindo-se ao discurso do comandante do Exército, general Marco Antônio Freire Gomes, lido ontem por ocasião do Dia do Soldado, Villas Bôas escreveu: “Aos que nos atribuem possíveis intenções de agir fora dos princípios da legalidade, legitimidade e estabilidade, nosso comandante disponibilizou uma didática fonte àqueles que, com boas intenções, desejam conhecer a alma do Exército”.
A seguir, ele reproduz parte da fala do atual comandante do Exército: “Soldado Brasileiro! Se, em algum momento, verdades transfiguradas, notícias infundadas e tendenciosas ou narrativas manipuladas tentarem manchar nossa honra, na vã esperança de desacreditar a grandeza de nossa nobre missão, lembrem-se de que a calúnia jamais maculou a glória de Caxias. O bravo Guerreiro demonstrou que seu coração de Pacificador era ainda maior que a formidável têmpera de sua espada invencível”.
Villas Bôas diz que o discurso de Freire Gomes “lavou a alma” dos integrantes da “Força Terrestre”, que “ao denegrir o Exército estão maculando a Nação Brasileira”.

A publicação do general ocorre em meio a ataques do presidente Jair Bolsonaro ao processo eleitoral, com uma campanha que tenta desacreditar as urnas eletrônicas sem apresentar nenhuma prova de fraude. O ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, é um dos aliados nessa empreitada, ao dizer que o sistema só estará seguro se adotar as medidas sugeridas pelas Forças Aramadas.
Por várias vezes o Tribunal Superior Eleitoral e especialistas civis reiteraram a segurança das urnas eletrônicas.
No dia 3 de abril de 2018, na véspera do julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) do habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estava preso na época, o general Villas Bôas publicou um tuíte que foi encarado como intimidação da caserna para que a corte não libertasse o petista.
“Nessa situação que vive o Brasil, resta perguntar às instituições e ao povo quem realmente está pensando no bem do País e das gerações futuras e quem está preocupado apenas com interesses pessoais?”, escreveu, então. E completou: “Asseguro à Nação que o Exército Brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à Democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucionais”.
Após assumir a Presidência, no dia 2 de janeiro de 2019, Jair Bolsonaro dirigiu-se a Villas Bôas para agradecer. “O senhor é um dos responsáveis por eu estar aqui”, afirmou.
Acometido por uma disfunção degenerativa no neurônio motor, a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), Villas Bôas não consegue caminhar, se locomove em cadeira de rodas e tem dificuldade para falar.
UOL/montedo.com

Respostas de 14

  1. Como não general!
    Sem o golpe eu tô ferrado.
    Eu não fui incluindo na Reestruturação da carreira.
    Preciso urgentemente do mito no Poder ano que vem.
    Para aprovação da Lei 13.965/2023 para as Praças.
    O sapo barbudo quer nos ver na ‘M’.
    Clã Bolsonaro e Centrão militar forever and ever.
    Mito só até 2096.

  2. Imagino que já exista um protocolo de prisão a alguém de (alto) sarrafo que tente fraudar o sufrágio, o qual será conduzido pelo stm, para o julgamento e expirtação da vida pública, além de cortar seus ganhos através do erário? Se não existir é bom pensar nisso né?
    Mas, em todas as rebeliões de causas justas na história deste país, os acastelados sempre foram poupados, que é uma tragédia, pois se querem mudar algo, tem que atingir os poderosos.

    1. Sugiro tomar conta de sua instituição, a qual ao invés de tratar somente sobre a utilidade pública sobre acometidos da ELA, procura perpetrar culto a própria imagem com subvenção pública. Não tô inventando e só checar o conteúdo do site do Instituto.

  3. O Bolsonaro tá desesperado, pois sabe que, ao passar a faixa presidencial, será preso pois perderá a imunidade que o cargo lhe assegura. Não fosse a cumplicidade do Lira (presidente da câmara) que deveria ter colocado em votação o impeachement, Bolso-
    naro não estaria mais tumultuando.Na minha modesta opinião o que gosta mesmo é
    de semear ódio e discórdia o que é muito perigoso ainda mais agora com a proximi-
    dade das eleições. Muito triste que, justamente no ano em que será comemorado o
    Bicentenário de nossa independência, vivamos um clima de angústia como este. Feliz
    mente nossas gloriosas Forças Armadas não apoiar algo nefasto como golpe.

  4. Planejam o golpe, eu não tenho dúvidas, mas negam pelo medo da retaliação das forças democráticas.
    Afinal, pode acontecer que um deles “traia” e fique do lado da democracia, e os “traidos” vão para a cadeia. Arriscar é muito perigoso.
    Agora, achar que essa cúpula esteja pesando no país, difícil heiiin?

  5. Nem vidente, cartomante ou bola de cristal pode nos dizer o que irá acontecer no dia 7 de setembro ou até a data das eleições. Entretanto, uma coisa é certa: Considerando-se que a Constituição não está sendo respeitada, as Instituições não detêm mais a credibilidade de antes, os Três Poderes deixaram de ser harmônicos, a inaceitável atuação de Ministros do STF atuando como militantes político-ideológicos e finalmente o descrédito na lisura e na transparência do nosso processo eleitoral, chegaremos à conclusão que o momento exige medidas urgentes, haja vista que, o que ocorre hoje no país é mil vezes mais grave do que os fatos ocorridos nos anos 60 e que levaram a adoção do AI-5 em 1968.

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