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Revoltada com a troca de mensagens, a mãe do garoto resolveu atrair o criminoso sexual se fazendo passar pelo menino

Carlos Carone
Mirelle Pinheiro

Um terceiro sargento da Força Aérea Brasileira (FAB) é investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) por estuprar um adolescente de 13 anos, em Planaltina. O militar passou alguns dias trocando mensagens com o garoto e marcando encontros. Pelo menos uma vez, o praça da Aeronáutica teria estado com a vítima e, supostamente, mantido relações sexuais com ela.
O crime foi descoberto no último fim de semana pela mãe do menino, após ela averiguar o aparelho celular dele. Revoltada com a troca de mensagens, a comerciante, que mora em Planaltina, resolveu atrair o criminoso sexual se fazendo passar pelo garoto. Ela, então, marcou um novo encontro com o sargento e acionou a Polícia Militar.Quando o suspeito chegou ao portão da casa do adolescente, PMs do 14º Batalhão (BPM) fizeram a abordagem e o conduziram até a 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina). O caso foi registrado e transferido para a 31ª DP, que instaurou inquérito para apurar o episódio. O garoto foi ouvido e passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). Alegando cumprimento à Lei de Abuso de Autoridade, a PCDF não divulgou o nome do acusado.

Sem flagrante
Como o encontro havia sido planejado pela mãe do adolescente, não houve situação flagrancial e o sargento da FAB acabou liberado logo após ser conduzido para a delegacia. De acordo com a mulher, o militar abordou o menino em um aplicativo de relacionamentos e as conversas evoluíram até o WhatsApp. “Tudo aconteceu muito rápido. Descobri essas mensagens no último sábado (2/6) e o mundo da família desabou. Acabei conversando com esse homem fingindo ser meu filho e liguei para a polícia”, disse.
A comerciante afirmou que o filho havia entrado no aplicativo para conhecer pessoas e não tinha intenção de ter nenhum tipo de experiência sexual. “Meu filho nunca falou ou demonstrou qualquer comportamento ou interesse sexual. Sempre foi um ótimo aluno e interessado apenas nos estudos. Pelo que percebi, esse homem o atraiu falando sobre a carreira de engenharia mecatrônica, que é um sonho dele”, pontuou a mãe.
Sobre o estupro, a comerciante disse que o militar chegou a ir à casa num momento em que apenas o adolescente estava presente. O jovem teria desistido de manter relação sexual. ” Por isso, esse homem voltou a insistir e ter um novo encontro com meu filho, até que descobrimos”, afirmou.
METRÓPOLES/montedo.com

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