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General que foi ‘sombra’ de Lula na Presidência volta para reforçar segurança do petista


Bela Megale
O general Gonçalves Dias, que ficou conhecido como a “sombra” de Lula em seus dois mandatos presidenciais, voltou a fazer parte da equipe de segurança do petista. A segurança do ex-presidente, em meio à escalada da tensão e episódios de violência na pré-eleição, é uma das principais preocupações da campanha e do PT.
Chamado de GDias, o general da reserva passou a dividir a coordenação da segurança de Lula com Valmir Moraes, chefe da segurança desde 2011. GDias, no entanto, não será mais o “sombra”. Na época em que carregava esse apelido, o militar acompanhava o petista em todos os deslocamentos, de compromissos oficiais a programas mais amenos, como pescaria.
Hoje, sua função é cuidar dos eventos externos da campanha. Com isso, a equipe de Moraes fica focada na segurança pessoal de Lula e nas ações do dia a dia. O reforço chegou há cerca de dois meses, quando a candidatura de Lula foi oficializada em um grande evento em São Paulo.
Aliados do petista veem que chegada de um general para reforçar o time também é um ato simbólico. A avaliação feita por integrantes da campanha é que a atuação de GDias melhorou muito a segurança dos eventos e trouxe novas táticas de inteligência. GDias ajudou, com Moraes e a equipe jurídica, na escolha dos membros da Polícia Federal que foram destacados para acompanhar Lula a partir de agosto.
Nesta quinta-feira, um homem foi preso após arremessar uma garrafa de plástico com um explosivo contra o ato de Lula no centro do Rio. Segundo militantes, o líquido da garrafa era composto por fezes. Também está preso em Uberlândia um homem que é apontado como o dono de um drone que soltou líquido de odor forte sobre as pessoas em um evento de Lula na cidade, no mês passado.
O Globo/montedo.com

Nota do editor
Vocês lembram de GDias: ao assumir a chefia da segurança do presidente, era coronel em fim de carreira.
Seu bom desempenho carregando bolsas, pastas e guarda-chuvas de Lula e Dilma rendeu-lhe o ingresso no generalato, a contragosto do Alto Comando.

Só não alcançou o posto máximo porque meteu os pés pelas mãos na condução do enfrentamento do motim da PM na Bahia, em fevereiro de 2012. GDias foi afastado do cargo de comandante da 6ª Região Militar após a famosa cena em que foi homenageado pelos amotinados com um bolo, no dia de seu aniversário. A imagem do general chorando, abraçado a um policial amotinado, custou-lhe a quarta estrela.

7 de fevereiro de 2012 – General Gonçalves Dias abraça PM: “Não vamos entrar em confronto, por favor, no meu aniversário não… Vocês sabem que até agora nós trabalhamos muito bem. Vocês foram atendidos, pelo que eu sei, em bastantes reivindicações. Porra, é meu aniversário cara!” (Imagem:G1)

Se o ex-ladrão vencer as eleições, certamente ouviremos falar muito de Gonçalves Dias.

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