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Bela Megale
Em um processo judicial envolvendo suspeitas de contrabando e lavagem de dinheiro na Justiça Federal do Paraná, a 15ª Companhia de Infantaria Motorizada do Exército solicitou que um item inusitado apreendido na ação fosse doado à unidade: um videogame Playstation 5. A justificativa apresentada no pedido é que o videogame ajudaria no “ambiente de arejamento” dos militares.
O inusitado pedido chegou a ser autorizado pelo juiz federal Gustavo Cignachi, da 1ª Vara Federal de Guaíra (PR). O magistrado afirmou que atividades relaxantes no trabalho são “recomendáveis” e “necessárias”.
“Ocorre que, apesar de o pedido de destinação do vídeo game ser incomum, entendo que a utilização deste pelo Exército, em atividades de descompressão, atende ao interesse público e social. Como é sabido, nos dias atuais, a realização de atividades relaxantes no ambiente de trabalho não é somente recomendável mas necessária à sadia qualidade de vida dos trabalhadores/servidores beneficiários, podendo, inclusive, aumentar a produtividade laboral destes no exercício de suas funções. Com isso, não vejo óbice à utilização provisória do bem pelas Forças Armadas”, escreveu na decisão.
O Ministério Público Federal, entretanto, se opôs ao pedido e apresentou um recurso para revertê-lo. Por isso, a própria 15ª Companhia apresentou um ofício informando a devolução do equipamento. Game over.
O Globo/montedo.com

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