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O Segundo-Tenente Aviador Danilo Moura, de Cachoeira do Sul-RS, estava em sua 11ª missão (4 de Fevereiro de 1945), quando seu P-47 Thunderbolt foi atingido por fogo antiaéreo, próximo a Treviso, na Itália. Moura saltou de seu avião.
Ele estava voando a baixa altitude e seu paraquedas abriu segundos antes dele tocar o solo. Com o impacto, Moura sofreu lesões na boca e língua. Ele se afastou do local e passou a noite embaixo de um monte de feno.
Na manhã seguinte, um jovem italiano simpatizante das forças de resistência, deu a ele um pouco de comida e bebida quente e trocou de roupas com o aviador, que deu à ele seu paraquedas e prometeu que iria voltar a vê-lo.
Seguindo o contrário do que lhe fora ensinado, optou por tomar as vias principais, torcendo para ser confundido com um italiano. Afinal, os alemães teriam visto a ausência de um corpo na aeronave e estariam procurando um piloto tentando se esconder pelas vias secundárias.
Moura rumou em direção às posições aliadas. Chegou a passar por quartéis alemães e até foi parado por inimigos, mas suas vestimentas maltrapilhas, seu corpo magro pela jornada e sua enorme dificuldade em falar decorrente às lesões na boca e língua, o ajudaram a passar sem ser identificado.
Em seu caminho ele foi ajudado por alguns italianos com comida, água, abrigo para as frias noites do inverno italiano e até uma bicicleta, dada por um lenhador.
Após quase 1 mês de caminhada e pedalada por quase 400Km, e quase 20Kg mais magro, Moura, juntamente com soldados americanos e ingleses resgatados, foi levado por partisans italianos até um posto de controle aliado.
Alguns dias depois ele foi encaminhado à base brasileira, onde ele já tinha sido dado como morto. Seus companheiros, em êxtase com seu feito, compuseram a ela uma ópera, a Ópera do Danilo.
Terminada a guerra, ele cumpriu a promessa e encontrou aquele jovem italiano que primeiro o ajudou. A seda de seu paraquedas foi usada para confeccionar um vestido de noiva para a irmã do garoto. O lenhador nunca mais foi visto.
Após a guerra, fez carreira como piloto comercial da PanAir, chegando a classificação Master Pilot. Após a falência da empresa, ele se tornou fazendeiro em Goioerê, no Paraná. Ele se casou com Maria Isolina Krieger e teve 5 filhos.
Danilo de Marques Moura faleceu em 14 de Maio de 1990, no Rio de Janeiro, aos 73 anos de idade. Ele ganhou 5 condecorações por seus feitos durante a guerra.
Guerras e Suas Curiosidades(Facebook)/montedo.com

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