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A participação foi garantida após o convite feito ao Ministério da Defesa para integrar a Comissão de Transparência das Eleições (CTE)

Luciana Lima
Pré-candidato do PT à Presidência pelo PT, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se posicionou de forma contrária à participação de militares na fiscalização do processo eleitoral. Para o petista, o papel das tropas é cuidar de fronteira e da soberania do país e que cabe à Justiça Eleitoral garantir a lisura das eleições.
“Não têm que cuidar das urnas. Isso é dever da Justiça Eleitoral”, disse Lula, em entrevista à Rádio Metrópole, de Salvador (BA).Na semana passada, em ofício encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Ministério da Defesa divulgou os nomes dos 10 militares que vão fazer parte da fiscalização do sistema eletrônico de votação das eleições de 2022.
A participação foi garantida após o convite feito para a pasta integrar a Comissão de Transparência das Eleições (CTE), formada pelo TSE.
Lula apontou o presidente Jair Bolsonaro (PL) como responsável pela presença de militares na fiscalização das eleições e apontou que, o problema de Bolsonaro não é a credibilidade do processo eleitoral, mas a que o povo não acredita mais no presidente.
“Ele (Bolsonaro) fica incitando setores das Forças Armadas contra a urna. Ele se elegeu a vida toda pela urna. Foi eleito em 2018 na base da fake news. O problema dele não é a urna. O problema dele é o povo brasileiro. O povo brasileiro não acredita mais nele. E vai para urna dizer ‘chega’. O povo brasileiro quer gente melhor”, disse Lula.
METRÓPOLES/montedo.com

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