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Declaração veio durante o Fórum Econômico Mundial em Davos. Ministro da Economia, porém, afirma que perdas aconteceram no mundo inteiro

Leonardo Meireles
Apesar de o presidente Jair Bolsonaro (PL) ter recuado na definição do reajuste de 5% aos servidores públicos, na semana passada, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira (25/5), em Davos, que o aumento é o único possível dentro do Orçamento. O ministro citou especificamente as forças de segurança para dizer que o governo gostaria de gastar mais nesse sentido.
Em entrevista a jornalistas no Fórum Econômico Mundial em Davos, no qual representa o Brasil, Guedes disse que Bolsonaro até gostaria de dar o reajuste aos policiais, mas isso seria “visto como aliciamento”. Apesar disso, o presidente continua falando em aumento diferenciado para Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Departamento Penitenciário (Depen), por exemplo.
“Você pode até dar alguma coisa, mas esquece o que ficou para trás. Perdas acontecem. Todo mundo perdeu no mundo inteiro. Daqui para frente, é preciso manter? A inflação acumulada neste ano é de 5% até agora. É possível repor o funcionalismo deste ano? Sim, é possível, até 5% dá. É por lei, em ano eleitoral, você só pode dar até a inflação e linear”, explicou o titular da Economia.
Secretário especial do Tesouro e Orçamento do Ministério da Economia, Esteves Colnago analisou, na última sexta (20/5), que o reajuste de 5% para os servidores públicos federais pode fazer com que o bloqueio do orçamento de 2022 aumente para até R$ 16,2 bilhões.
A decisão do governo federal de conceder reajuste salarial de 5% para todos os servidores públicos federais a partir de julho foi antecipada, em abril, pela coluna do Igor Gadelha, no Metrópoles. Ela teria sido tomada numa reunião entre ministros do governo na Casa Civil, pasta comandada pelo senador licenciado Ciro Nogueira. O custo estimado para a medida seria de cerca de R$ 6 bilhões somente em 2022.
O Orçamento da União para este ano, porém, só tem reservado para aumento salarial de servidores o valor de R$ 1,7 bilhão. Com isso, a administração pública teria que remanejar recursos de outras áreas para bancar o reajuste linear para todas as categorias do funcionalismo federal.
Contra greves, governo prepara propostas para categorias insatisfeitas
A ideia inicial do governo era direcionar os recursos para agentes da PF, da PRF e do Depen. A equipe econômica, na época, manifestou-se contra a medida, sob o argumento de que a concessão de reajuste poderia gerar pressões de outros setores do funcionalismo.
Com a expectativa de que apenas forças policiais recebessem o montante, outras categorias reagiram, o que levou o governo a temer greve geral em pleno ano eleitoral, quando o presidente Jair Bolsonaro tentará mais quatro anos à frente do Planalto.
METRÓPOLES/montedo.com

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