Escolha uma Página

Presidente busca solução para contemplar Policiais Federais, categoria que está na sua base eleitoral. Pressão de servidores por aumento tem afetado serviços.

Guilherme Mazui, g1 — Brasília
O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (29) que o reajuste do funcionalismo público segue em “impasse” porque a proposta do governo, de conceder aumento de 5% para todas as categorias do Executivo federal, “desagrada a todo mundo”.
Bolsonaro deu a declaração durante entrevista a uma rádio de Cuiabá (MT), quando foi perguntado sobre a o reajuste e reestruturação das carreiras de policiais federais e policiais rodoviários federais.
O presidente lembrou que reservou recursos para as mudanças nas carreiras dos policiais, porém teve de lidar com a insatisfação de outras categorias, como servidores do Banco Central, o que o fez avaliar um reajuste de 5% para o funcionalismo público todo.
“Apareceu uma outra oportunidade, que parece que desagrada a todo mundo, a possibilidade de dar 5% para todo mundo. Desagrada a todo mundo essa possibilidade”, disse o presidente.
Bolsonaro defendeu conceder um aumento aos servidores por causa da alta da inflação no país – o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial, acumula alta de 12,03% em 12 meses.
“Alguns falam: ‘então dá zero’. Não, a gente não pode fazer isso aí, porque tem gente que, se for nessa linha, 5% interessa para eles. Você pode ver, nos dois últimos meses a inflação passou de 3%. Então, negócio está pegando pesando em todo mundo”, declarou o presidente.
Bolsonaro ainda afirmou que “não tem como dar mais do que temos no momento.” De acordo com ele, o reajuste de 5% custará em torno de R$ 7 bilhões e será necessário cortar recursos de todos os ministérios para viabilizá-lo.
O presidente ainda informou que estuda outra alternativa, mas que teme que ela desagrade aos policiais federais.
“Outra possibilidade agora que vai desagradar a Polícia Federal: mantém em 5% para todo mundo e faz a isonomia dos policiais rodoviários federais com os agentes da Polícia Federal, que há um certo distanciamento ali. Isso, da minha parte, faço agora. Como vai se comportar a Polícia Federal? Ela vai dizer que está contra, não quer? Vai entrar em greve? O que vai acontecer?”, questionou.
g1/montedo.com

Skip to content