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Militar passava de moto pela via expressa quando foi atingido no pescoço. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu ao ferimento.

Por TV Globo
Foi enterrado na sexta-feira (22) o corpo do cabo do Exército Daniel da Silva, de 25 anos. Ele morreu na quinta-feira (21) depois de ter sido cortado por uma linha de pipa, em Realengo, na Zona Oeste do Rio.
O militar passava de moto pela Avenida Brasil quando foi atingido no pescoço. Ele morava em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
O motorista Alexandre Rodrigues passava de moto pela Avenida Brasil, logo depois do acidente, e ajudou a socorrer Daniel.
“Quando conseguimos parar uma viatura, abri a porta traseira e botei ele dentro”.
O militar chegou a ser levado para o Hospital Albert Schweitzer, mas não resistiu.
Daniel foi socorrido na margem da Avenida Brasil, na altura de Realengo, um lugar onde vizinhos e outros motoristas e motociclistas dizem que sempre tem gente soltando pipa e quase sempre com cerol.
Eles dizem que o local fica cheio de gente brincando com pipa. É uma região onde já aconteceram outros acidentes graves.
Em 2019, a menina Eloah, de 8 anos, teve a perna direita amputada depois de um corte causado por linha chilena.
Ela voltava para casa com a mãe em uma passarela de Realengo, quando sofreu o acidente.
Mesmo depois de casos como esse, motociclistas que conhecem a área passam pelo local com medo e se protegem como podem.
“Já pegou no retrovisor do meu carro e esse plástico que é duro chegou a cortar todo”, disse um motociclista.

Legislação prevê multa por uso de cerol
No município e no estado do Rio há leis que proíbem a venda e o uso de linha chilena ou de linha com cerol.
Uma das normas estaduais, de 2019, prevê até multa para quem for flagrado usando esses tipos de linhas preparadas para cortar.
Mas quem anda de moto pelas ruas do Rio reclama que falta fiscalização.
Depois de ajudar uma vítima dessas linhas, Alexandre, que também é motociclista, ficou com mais medo ainda.
“Isso não é a primeira vez e se ninguém tomar providências, não vai ser a última”.

O que dizem as autoridades
A Polícia Militar disse que combate a venda ilegal de linhas cortantes e que as ações são focadas na apreensão de materiais no comércio. Sobre o acidente com o cabo do Exército, a PM disse que os policiais ajudaram no socorro ao militar.
A Guarda Municipal disse que fiscaliza o uso de linha de pipa com cerol e que faz ações de conscientização nas escolas.
g1/montedo.com

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