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Damares volta a ser cotada para a chapa de reeleição, após pesquisas qualitativas mostrarem alta resistência ao nome do presidente no eleitorado feminino

Claudio Dantas
Jair Bolsonaro vem adiando o anúncio do general Walter Braga Netto como vice em sua chapa de reeleição. Ontem, ele chegou a dizer que a decisão está 90% tomada, mas há uma razão para ela não ter chegado a 100%.
Pesquisas qualitativas encomendadas pelo PL mostram alta resistência ao nome do presidente no eleitorado feminino. No núcleo da campanha, reduzir essa rejeição passou a ser prioridade, e, talvez, a escolha de uma vice mulher seja fundamental para isso.
Nos últimos dias, o nome de Damares Alves voltou a ser cotado para a vaga. A ex-ministra fixou domicílio eleitoral em Brasília e se filiou ao Republicanos, para tentar se eleger senadora ou deputada.
Caso resolva disputar o Senado, Damares acabará criando um problema para outra ex-ministra, Flávia Arruda, que teria de negociar uma aliança como vice de Ibaneis Rocha. Além disso, a União Brasil também assedia Damares para que ela dispute a vaga na chapa de Regufe, em oposição ao atual governador do Distrito Federal.
Uma decisão final sobre a eventual chapa com Bolsonaro só deve sair em junho e passa, naturalmente, pela reacomodação de Braga Netto.
Embora seja considerado um quadro fiel na caserna, o ex-ministro da Defesa tem tido sua imagem arranhada nos últimos dias diante de polêmicas compras efetuadas pelas Forças Armadas, como comprimidos de Viagra e próteses peniadas.
O Antagonista/montedo.com

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