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Presidente trocou comando da estatal após reclamar seguidas vezes da política de preços da empresa. Em entrevista, Bolsonaro se queixou de ser cobrado sobre aumento dos combustíveis: ‘Não apito nada’.

Por Guilherme Mazui, g1 — Brasília
O presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira (11) que tirou Joaquim Silva e Luna do comando da Petrobras porque a estatal precisava de um gestor “mais profissional”.
Bolsonaro deu a declaração em uma entrevista a um podcast. Silva e Luna, general da reserva do Exército, caiu após ser alvo de repetidas reclamações de Bolsonaro sobre a política de preços da empresa. Na semana passada, o presidente indicou para o lugar dele o executivo José Mauro Ferreira Coelho.
Por regra, a Petrobras repassa aos consumidores as oscilações do mercado internacional de combustíveis. Nos últimos meses, a estatal aumentou o preço da gasolina e do diesel seguidas vezes, acompanhando a tendência de alta do petróleo no mundo todo.
Em ano eleitoral, Bolsonaro teme o efeito da inflação de combustíveis em sua popularidade. Na entrevista desta segunda, ele disse que a Petrobras deveria aprimorar o marketing interno para se comunicar com a população.
“Eu acho que a gente precisava de… Um dos motivos principais é alguém mais profissional lá dentro para poder dar transparência. A Petrobras não usa seu marketing, ela não fala”, afirmou o presidente.
Foi o próprio governo Bolsonaro que escolheu Silva e Luna para a Petrobras, em 2021. À época, o general da reserva era chefe do lado brasileiro da hidrelétrica Itaipu Binacional. Antes, foi ministro da Defesa do governo do ex-presidente Michel Temer.
Bolsonaro voltou a reclamar que a cobrança sobre o aumento dos combustíveis recaia sobre ele. O presidente alegou que “não apita nada” nessa área.
“O que eu falei para vocês aqui, era para a Petrobras estar falando. Fica no meu colo. Tudo cai no meu colo na questão da Petrobras. Eu não apito nada e cai no meu colo”, argumentou.
g1/montedo.com

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