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Mourão usando a máscara do Guarany de Bagé

BRUNO ABBUD
O Tribunal de Contas da União arquivou uma investigação sobre uma licitação conduzida em 2010 pela Comissão do Exército Brasileiro em Washington para a aquisição de um simulador virtual de artilharia denominado Sistema de Simulação de Apoio de Fogo.
A auditoria apurou se houve direcionamento para a empresa espanhola Tecnobit. À época, o vice-presidente Hamilton Mourão, então diretor do Departamento de Educação e Cultura do Exército, era o gerente responsável pelo contrato. Ele foi acusado por um coronel da reserva que participou do projeto de dar sequência ao contrato mesmo após a constatação, por técnicos do Exército, de falhas no simulador.
Ao custo de quase 14 milhões de euros, os equipamentos de simulação de guerra foram instalados em 2016 na sede da Academia Militar das Agulhas Negras, a Aman, sediada em Resende, no Rio de Janeiro, e no Comando Militar do Sul, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul.
Pareceres técnicos do Exército apontaram falhas no software de simulação, como o mau direcionamento de morteiros no campo de batalha virtual. Tanto oficiais dos cursos de artilharia da Aman quanto integrantes do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército se posicionaram contra a compra do simulador da Tecnobit. Mesmo assim, o processo de contratação seguiu adiante.

Em sessão no TCU, os ministros aceitaram as justificativas apresentadas pelas partes envolvidas e decidiram apenas advertir o Comando do Exército, a Comissão do Exército Brasileiro em Washington — responsável pelos processos de aquisição realizados no exterior — e o Ministério da Defesa quanto à “adoção de medidas com vistas à prevenção de repetição de ocorrências semelhantes”. Depois, o processo foi arquivado.
Crusoé/montedo.com (Imagens: DefesaNet)

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