Escolha uma Página

Claudio Dantas
A guerra na Ucrânia inviabilizou o andamento das tratativas para a venda de 12 aeronaves Super Tucano da Embraer para a Força Aérea de Volodymyr Zelensky. O negócio era avaliado em 300 milhões de dólares, cerca de 1,5 bilhão de reais. Seria a primeira venda do modelo para a Europa.
Além das restrições enfrentadas por Kiev em pleno cerco russo, fontes diplomáticas informaram à reportagem que a postura de Jair Bolsonaro a favor de Vladimir Putin inviabilizou uma futura tentativa de retomada do negócio no atual governo.
Em 2019, num encontro com Bolsonaro em Tóquio, Zelensky manifestou o interesse de comprar os aviões para uso, justamente, nas províncias separatistas de Luhansk e Donetsk, no leste do Donbas.
No mesmo ano, o comandante da Força Aérea Ucraniana, general Serhii Drozdov, veio ao Brasil e testou o avião na Base Aérea de Campo Grande (MS). As tratativas avançaram e a Embraer, no ano passado, levou o Super Tucano para demonstrações numa feira aeronáutica em Kiev.
O desejo dos ucranianos constou, inclusive, de uma carta que a embaixada da Ucrânia no Brasil enviou ao governo brasileiro.
No texto, obtido por O Antagonista, a Força Aérea Ucraniana (UAF) dizia que estava “realizando estudos para a aquisição do A-29 ‘Super Tucano’, considerada uma aeronave de treinamento, de ataque leve, vigilância e reconhecimento armado”.
“A UAF entende que o A-29 ‘Super Tucano’ cumprirá melhor as tarefas de treinamento avançado de pilotos de combate, de reconhecimento e aquisição de alvos, bem como o uso de armas de precisão. A integração dessas tecnologias à aeronave seria de grande importância devido à complexidade e rigidez de nosso teatro de operações e aos desafios enfrentados pela Força Aérea Ucraniana.“
As negociações incluíam a possível venda também do cargueiro KC-390, usado para resgatar na Polônia cidadãos brasileiros que fugiram da Ucrânia por causa do conflito armado.
O Antagonista/montedo.com

Skip to content