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strong>Sérgio Etchegoyen
O empenho do PT para lustrar a biografia de seu candidato à presidência da República tenta esconder dos eleitores que o Brasil foi literalmente assaltado no maior escândalo de corrupção do mundo, que empresas estatais não foram arruinadas, que fundos de pensão não foram rapinados, que não avançaram sobre os contracheques dos aposentados, sugando-os impiedosamente nos empréstimos consignados ou, ainda, que a democracia não foi aviltada pela compra sistemática de apoio político.
Almeja-se o impossível: limpar o passado do candidato, na esperança de transformar condenações em três instâncias, definidas pela coincidência de robustas convicções de um juiz de primeira instância, três desembargadores regionais e cinco ministros do STJ, em uma conspiração de credibilidade insustentável, tão extenso e complexo seria o universo de pessoas, fatos, provas e muito mais a corromper.
Sequer a canetada de ministro do STF, entusiasmado cabo eleitoral da então candidata Dilma Rousseff, como mostram vídeos disponíveis na internet, conseguiu negar os malfeitos, limitando-se a deixar que o tempo trabalhasse em benefício da prescrição, o que passa muito distante de qualquer sentença absolutória.
Essa mistura macabra de culto à personalidade com desprezo pela verdade fez publicar no site do partido uma história em quadrinhos com um título delirante. E é nas páginas daquele pasquim que uma imagem forte e impiedosa retratando o general Villas Bôas, antigo comandante do Exército, revela dois caráteres diametralmente opostos.
De um lado, escancara a absoluta falta de sentimento humanitário, a ausência de qualquer limite moral, a desfaçatez com que usam uma imagem desconectada da cronologia do que relatam para aviltar um ser humano e que a covardia e a mais abjeta perversidade estão a serviço daquela candidatura.
De outro lado, a mesma imagem revela, para além das severas limitações físicas do homem, um cidadão de vida impecável, gestor probo, o maior líder militar que conheci, um soldado que engradeceu o Exército e o Brasil, um homem que verdadeiramente trabalhou, dedicando 50 anos de sua vida à nação, que fez da verdade religião e do sacrifício liturgia, que nas suas grandezas e falhas é exemplo para todos nós.
Não fosse a torpeza dirigida a um general, o Ministério Público, as associações de advogados e uma legião de ONGs já estariam a vociferar compungida indignação.
A farsa não atinge apenas um homem, mas todos os que, como ele e com ele, carregam com dignidade, coragem e resignação fardos mais pesados que os nossos.
O Sul/montedo.com

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