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Comentários de Paulo Ricardo da Rocha Paiva*
O Ministério da Defesa estipula sobre a atual Política Nacional de Defesa, apresentando objetivos numerados, estes que são apreciados e comentados a seguir nas entrelinhas: –

I. Garantir a soberania, o patrimônio nacional e a integridade territorial;
Comentário – O país não evidencia poder de combate para tanto em suas ainda, até hoje, “Desarmadas” Forças.

II. Defender os interesses nacionais e as pessoas, os bens e os recursos brasileiros no exterior;
Comentário – Na medida em que não se garante no próprio território nacional, como lograr esses objetivos no além fronteiras, máxime no além mar, frente a potências militares?

III. Contribuir para a preservação da coesão e da unidade nacionais;
Comentário – Uma contribuição existente, que se faz, mas, porém, contudo, todavia, entretanto sem condições de garantia, tanto no tempo como no espaço!

IV. Contribuir para a estabilidade regional;
Comentário – Tendo como espectro, apenas e tão somente, o entorno fronteiriço sulamericano, apresenta boas possibilidades para tanto, sem, entretanto, causar preocupação/inquietação em um entorno armado internacional todopoderoso.

V. Contribuir para a manutenção da paz e da segurança internacionais;
Comentário – Uma contribuição que se faria, apenas e tão somente, se a situação não exigisse o engajamento efetivo de meios militares contundentes, e isto se raciocinando exclusivamente no entorno da latinoamérica.

VI. Intensificar a projeção do Brasil no concerto das nações e sua maior inserção em processos decisórios internacionais;
Comentário – Isto só seria possível quando, como pano de fundo, fossem evidenciados meios de combate de mesmo nível do apresentado pelas grandes potências militares. É aquele negócio: – “Quem não tem competência (leia-se ‘poder militar”) não se garante nem se estabelece.

VII. Manter Forças Armadas modernas, integradas, adestradas e balanceadas, e com crescente profissionalização, operando de forma conjunta e adequadamente desdobradas no território nacional;
Comentário – Interessante! Nem se ventilou sobre a necessidade do armamento e do equipamento evidenciando performance de mesmo nível do das grandes potências militares. Medo de/do que? Dos grandes predadores militares?!

VIII. Conscientizar a sociedade brasileira da importância dos assuntos de defesa do País;
Comentário – Isso cabe a nós, militares das três Forças Armadas, “com todas as honras e sinais de respeito”!

IX. Desenvolver a indústria nacional de defesa, orientada para a obtenção da autonomia em tecnologias indispensáveis;
Comentário – Os meios para tanto devem/precisam ser cobrados diuturnamente da politicalha desligada …

X. Estruturar as Forças Armadas em torno de capacidades, dotando-as de pessoal e material compatíveis com os planejamentos estratégicos e operacionais;
Comentário – Isto deve ser missão diuturna do Alto Comando das três Forças Armadas. O resto é o resto. Na medida em que este desiderato não for perseguido diuturnamente, por quem de direito e dever, seria melhor pendurar os coturnos ou pelo menos, engraxá-los para o próximo “7 de Setembro”.

XI. Desenvolver o potencial de logística de defesa e de mobilização nacional. (BRASIL, 2012)
Comentário – Desenvolver apenas, sem adquirir a capacidade de dissuadir, é o mesmo que filosofar sobre a “coisa nenhuma”!
*Coronel de Infantaria e Estado-Maior

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