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O governo da Ucrânia anunciou nesta terça-feira que planeja expandir em 100 mil o número de soldados em suas Forças Armadas ao longo dos próximos três anos e aumentar os salários dos que já estão em serviço.
O anúncio foi feito pelo presidente do país, Volodimir Zelensky, em meio aos alertas de países ocidentais de que a Rússia está se preparando para invadir a Ucrânia, após já ter anexado a península da Crimeia em 2014.
“O decreto foi elaborado para fortalecer as capacidades de defesa do Estado e atratividade do serviço militar. Este decreto prevê o aumento da segurança financeira de todos os militares para um nível não inferior a três salários-mínimos”, disse o presidente.
Zelensky, no entanto, negou que a medida tenha sido tomada porque o país está diante de um confronto iminente com a Rússia. “Não é porque a guerra está chegando, mas para que haja paz”, disse ele.
Autoridades ucranianas têm tentado nos últimos dias minimizar o risco de guerra contra a Rússia, rejeitando os alertas feitos especialmente pelos Estados Unidos de que o Kremlin pode estar se preparando para uma invasão em algum momento de fevereiro.
Ainda assim, o país tem recebido apoio militar de integrantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) como forma de responder à mobilização de mais de 100 mil soldados russos perto da fronteira ucraniana.
Zelensky falou recentemente que os alertas poderiam causar pânico e prejudicar a economia do país. Hoje, em um discurso no parlamento, ele disse que economia está se estabilizando, com as receitas superando as expectativas previstas no orçamento.
A União Europeia (UE) anunciou recentemente que aprovará um novo pacote de ajuda financeira de 1,2 bilhão de euros para a Ucrânia, como forma de garantir a estabilidade do país diante das ameaças apresentadas pela Rússia.
Valor/montedo.com

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