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Jair Bolsonaro conversou com vários auxiliares para discutir como reagir a Alexandre de Moraes; Entre eles, com o ministro da Defesa

Igor Gadelha
Embora tenha deixado para avisar o Supremo Tribunal Federal (STF) na última hora que faltaria ao depoimento à Polícia Federal na sexta-feira (28/1), o presidente Jair Bolsonaro começou a traçar a estratégia de reação à decisão do ministro Alexandre de Moraes de obrigá-lo a depor ainda na quarta-feira (26/1).
Naquele dia, Bolsonaro começou a consultar auxiliares para debater como reagir à ordem do magistrado. Segundo apurou a coluna, o presidente não procurou apenas ministros ligados à área jurídica, como o da Advocacia-Geral da União (AGU), Bruno Bianco, e o da Justiça, Anderson Torres, que lideraram a estratégia.
Bolsonaro também debateu o assunto com integrantes da equipe econômica e até com o ministro da Defesa, general Braga Netto, que está em férias. O presidente conversou com o militar por telefone na noite da quinta-feira (27/1) antes da tradicional live da semana. Bianco participou da conversa.
A todos os ministros, Bolsonaro apresentou a tese encabeçada pelo titular da AGU, de que toda a investigação contra ele não teria cabimento, uma vez que os documentos sigilosos os quais é acusado de ter vazado não estavam sob segredo de Justiça em agosto de 2021, quando o presidente os divulgou.
Segundo auxiliares, Bolsonaro dizia que estava sendo vítima de “abusos” de Moraes e que era a hora de “dar um basta” a isso. E assim o presidente fez, embora a AGU só tenha avisado oficialmente ao magistrado que o presidente faltaria ao depoimento minutos antes da hora marcada para a oitiva.
METRÓPOLES/montedo.com

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