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Defesa enviou questionamento em relação a ‘fragilidades’ dos equipamentos, conforme informou o presidente Jair Bolsonaro

Plínio Aguiar e Sarah Teófilo, do R7, em Brasília
Alvo de novos ataques do presidente Jair Bolsonaro (PL), o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) elabora resposta a um questionamento feito pelo Ministério da Defesa sobre as urnas eletrônicas e o processo eleitoral brasileiro. As explicações estão sendo preparadas pela área técnica depois que uma comitiva de militares da área de cibersegurança foi ao tribunal, ocasião em que servidores e colaboradores do TSE prestaram uma série de informações sobre o funcionamento das urnas eletrônicas e do processo eleitoral brasileiro.
A comitiva foi enviada pelo general Heber Garcia, comandante de Defesa Cibernética, para conhecer com “mais profundidade” o desenvolvimento do sistema eletrônico de votação, conforme relatado pelo tribunal.
A informação sobre as dúvidas do processo eleitoral foi dada pelo chefe do Executivo na última quarta-feira (5). Depois de receber alta após dois dias internado em um hospital na capital paulista, Bolsonaro voltou a questionar a segurança das urnas eletrônicas e ameaçou a Corte Eleitoral. O mandatário relatou que os militares haviam enviado perguntas ao tribunal e, que se não se convencerem das respostas, “algo tem que ser mudado no TSE.”
“As Forças Armadas foram convidadas pelo ministro [Luís Roberto] Barroso para participar das eleições. Aceitamos participar de todo processo eleitoral, sem exceção. E a [Ministério da] Defesa fez alguns questionamentos para o ministro Barroso, do TSE, sobre fragilidades das urnas eletrônicas”, disse Bolsonaro.
“Estamos aguardando a resposta do TSE. Pode ser que ele nos convença, pode ser que estejamos errados. Agora, se nós não estivermos errados, pode ter certeza que algo tem que ser mudado no TSE”, complementou.
O chefe do Executivo declarou, ainda, que “não vai ser com bravata, de quem quer que seja no Brasil, que vamos aceitar o que querem impor à nossa população”. Bolsonaro falou em eleições limpas e transparentes e que os votos vão ser contados.
O TSE, então, informou que está elaborando as respostas aos questionamentos enviados. A Corte frisou que as Forças Armadas já participam ativamente do processo eleitoral brasileiro. Entre as funções, está o apoio logístico. São os militares que deslocam as urnas eletrônicas e os mesários para as regiões de difícil acesso por vias aérea, naval e terrestre. É o caso, por exemplo, de tribos indígenas e de populações ribeirinhas. Em alguns casos, fazem a segurança no dia das eleições.

Comissão de Transparência das Eleições
As Forças Armadas integram, ainda, a CTE (Comissão de Transparência das Eleições), criada em setembro de 2021 com o objetivo de aumentar a participação de especialistas, representantes da sociedade civil e instituições públicas nos procedimentos de fiscalização e auditoria do processo eleitoral, com o objetivo de dar mais transparência ao processo eleitoral.
Na comissão, o integrante das Forças Armadas é o comandante de Defesa Cibernética, general Portella. Todos os componentes têm amplo acesso à informação, contato direto com áreas técnicas e podem participar dos principais eventos de auditoria, segundo o TSE.
Na visita de militares ao TSE, o secretário de Tecnologia da Informação do órgão, Júlio Valente, rebateu boatos disseminados contra a urna e o sistema de votação. O técnico informou que os softwares são todos desenvolvidos pelo TSE, e não por uma empresa, e que a urna eletrônica não tem conexão com qualquer rede, o que inviabiliza ataques externos por hackers. São, ao todo, 26 tipos de auditoria que o processo eleitoral oferece antes, durante e depois da votação.
R7/montedo.com

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