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Almirante Garnier Santos recebeu diárias mesmo sem justificar viagem com compromissos, o que contraria decreto de Bolsonaro

Lucas Marchesini
O comandante da Marinha, almirante Almir Garnier, recebeu R$ 610 em diárias para passar o Natal no Rio de Janeiro. Ele viajou para a cidade em que nasceu usando um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) mesmo sem ter nenhuma agenda que justificasse o uso da aeronave. Como mostrou a coluna nesta terça-feira (4/1), isso contraria as regras para esse tipo de voo, bancado com dinheiro público.
Garnier e outras cinco pessoas, cujos nomes são mantidos em sigilo, saíram de Brasília para o Rio de Janeiro no dia 24, véspera de Natal, e retornaram à capital federal no dia 28. O decreto que regulamenta o uso de aviões da FAB por autoridades públicas pede que o evento que justifique o deslocamento conste da agenda oficial. Garnier informou apenas um compromisso no período em que passou na capital fluminense: uma reunião na manhã do dia 28.
Mesmo assim, o comandante recebeu R$ 610, o equivalente a uma diária e meia, no dia 24. Esse período provavelmente equivale ao dia 27, dia útil no qual Garnier não teve compromissos oficiais, e a metade do dia 28 em que teve despachos internos no RJ. Ele retornou para Brasília às 16h10 daquele dia.
As diárias são recursos pagos a servidores públicos quando viajam a trabalho. Os valores mais altos para viagens nacionais são quando o destino é Brasília, Manaus ou Rio de Janeiro. Nessas situações, a diária é de R$ 581 para ministros e R$ 406,7 para cargos de natureza especial, caso do almirante Garnier.
Questionada pela coluna desde a semana passada, a Marinha não respondeu.
Guilherme Amado – METRÓPOLES/montedo.com

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