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Por enquanto, os ministros militares ainda não foram chamados a contribuir com o projeto de reeleição, comandado pelo Centrão

Daniel Pereira
Nenhum dos generais com gabinete no Palácio do Planalto faz parte até agora da coordenação da campanha à reeleição de Jair Bolsonaro. Liderado pelo senador Flávio Bolsonaro, o grupo conta por enquanto com a participação dos comandantes dos três principais partidos do Centrão, com os quais o presidente da República tenta costurar uma coligação eleitoral para 2022. São eles o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI), o ex-deputado Valdemar Costa Neto (PL) e o deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP).
Entre os generais que despacham como ministros, Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria-Geral da Presidência da República, se ofereceu para ajudar na coordenação de campanha. Os conselhos dele, no entanto, ainda não foram requisitados. Apesar de ser amigo de Bolsonaro, Ramos não é considerado um articulador político competente pelos caciques que hoje comandam a administração. O próprio presidente já dispensou uma vez os serviços dele nessa seara. Foi em março deste ano, quando, ao escancarar as portas do governo para o Centrão, Bolsonaro tirou Ramos da Secretaria de Governo, que cuida da relação com o Congresso, substituindo-o pela deputada de primeira mandato Flávia Arruda (PL-DF).
O general Augusto Heleno, que chefia o Gabinete de Segurança Institucional, não procurou a coordenação para oferecer ajuda. Nada mais natural, já que, na campanha de 2018, ele comparou o Centrão a um ajuntamento de ladrões. Na época, é verdade, o então candidato Bolsonaro dizia que jamais se renderia à velha política, o que acabou fazendo diante da necessidade de garantir um mínimo de estabilidade à sua gestão, afastar o risco de impeachment e manter vivas as chances de reeleição. Hoje, o ex-capitão e seus generais batem continência aos políticos profissionais que antes juravam combater.
Veja/montedo.com

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