Senador pede indiciamento de general Braga Netto por três crimes

Mandetta e general Braga Netto (Marcelo Casal Jr/ABr)

À frente da Casa Civil por um ano, general comandou comitê de crise da Covid e ditava até o que outros ministros diriam à imprensa

Eduardo Barretto
Em relatório alternativo da CPI da Pandemia, o senador Alessandro Vieira, do Cidadania de Sergipe, pediu nesta sexta-feira (15/10) o indiciamento do general Walter Braga Netto, ministro da Defesa e ex-ministro da Casa Civil, por três crimes. Vieira atribuiu ao general os crimes de responsabilidade, de epidemia e contra a humanidade.
Ex-diretor-geral da Polícia Civil de Sergipe, o senador considerou que todas as decisões do governo Bolsonaro sobre a pandemia receberam o aval de Braga Netto. Quando chefiou a Casa Civil, durante o primeiro ano da pandemia, o general coordenou um comitê de crise da Covid e tinha a missão de integrar todos os ministérios no dia a dia do governo.
“Toda e qualquer decisão relacionada à pandemia passaram pelo seu aval e são de sua responsabilidade, inclusive a produção de cloroquina pelo laboratório do exército, compra e distribuição de vacinas e medidas de contenção do vírus nas fronteiras”, escreveu Alessandro Vieira. O documento foi enviado à CPI e poderá embasar o relatório final da comissão, que será apresentado por Renan Calheiros na próxima semana.
À frente da Casa Civil, no Planalto, Braga Netto ditava até o que outros ministros diriam à imprensa. Em março do ano passado, o general fez uma intervenção em uma entrevista coletiva para que Sergio Moro, ministro da Justiça, e Paulo Guedes, ministro da Economia, não respondessem aos repórteres o que pensavam do isolamento social.
Vieira apresentou um relatório alternativo porque considerou que o relator do colegiado, Renan Calheiros, preparou um relatório final demasiadamente extenso e com muitos alvos. Vieira avalia que o documento deve ser objetivo e focar em crimes que tenham mais provas. O relatório de Vieira tem 169 páginas. A expectativa na comissão é que o de Renan passará das mil.
Guilherme Amado(METRÓPOLES)/montedo.com

Respostas de 9

  1. E agora ??? Quem está sendo indiciado? O General ou o Ministro?

    Quem aceita o bônus, que é grande, deve também, por consequência, aceitar o ônus. Quem não assume suas responsabilidades em tempo de paz, naturalmente não as assumirá em tempo de guerra. Espero que tudo seja esclarecido, culpados punidos e inocentes absolvidos.

  2. Mas um senador desqualificado, esse por sinal, é Gaucho e foi eleito senador por Sergipe, espero que o povo do Sergipe não votem mais em uma pessoa que participou ativamente de uma CPF que faz tortura psicológica nas pessoas inquiridas.

  3. O General se decidiu errado, o que duvido, pois tem vacina para todo mundo, sem superfaturamento aparente, querem condená-lo….o antigo governo que desviou bilhões, pois sumiu…cadê os bilhões…ALGUNS POLITICOS OS QUEREM INOCENTES…e conseguiram…que dicotomia….Orando

    1. É simples de entender. Já viram algum político a favor das Forças Armadas? O revanchismo vem desde 1964. Isto é a guerra não terminou. Não podemos em ipotse alguma perder essa guerra.

  4. Essa CPI não indicia ninguém, é igual um relatório de IPM onde o Comandante da a solução e encaminha a justiça militar, neste caso ao MP este sim analisada caso a caso, vera se houve inconstitucionalidade, as ditas provas apresentadas e pedirá ao juízo competente para oferecer denuncia ou não, o resto é querer aparecer.

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