Roberto Gozzi @BetoGozzi
Recentemente o jogador brasileiro naturalizado ucraniano, Edmar Lacerda, foi intimado a servir o exército da Ucrânia durante o período de desafeto com a Rússia. O atleta conseguiu uma dispensa e ficou livre do “combate”.
Ele não foi o único jogador de futebol convocado pelas forças armadas, até o Pelé, considerado o melhor jogador de todos os tempos, teve que cumprir com suas obrigações de cidadania, mas diferentemente do Edmar, o Rei não foi dispensado e serviu o exército brasileiro.
Confira uma lista de jogadores que prestaram serviços ao exército, até mesmo na segunda guerra mundial:
Adelino Gonçalves Torres, atleta do Cruzeiro. O jogador serviu o exército entre 1944 e 1945, na Segunda Guerra Mundial. O lateral integrou a Military Police (MP) da Força Expedicionária Brasileira-FEB nos campos de batalha em Livorno e Monte Castelo, na Itália. Adelino jogou no Cruzeiro entre 1943 e 1959.
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| Ceci (centro), Adelino (esquerda) e Didico (direita) no Cruzeiro |
José Perácio Berjun, atleta do Flamengo. O atacante atuou por vários clubes, inclusive a seleção brasileira, até disputou uma Copa do Mundo, a de 1938. Perácio, como era conhecido, serviu o exército na Segunda Guerra Mundial e foi motorista do marechal Cordeiro de Farias. Voltou da guerra e continuou jogando futebol, o jogador encerrou a carreira no Rio de Janeiro, no clube Canto do Rio.
Walter Fazzoni, atleta do Corinthians e Botafogo, ficou conhecido como jogador soldado. O atleta serviu o exército na Segunda Guerra Mundial.

Emérito Fernandes dos Reis, atleta do Botafogo, mais conhecido como Mato Grosso, também serviu o exército na Segunda Guerra Mundial, jogava como zagueiro.
Henrique Fernandes Torquato, atleta do Botafogo, mais conhecido como Dunga, serviu o exército na Segunda Guerra Mundial, o zagueiro foi campeão carioca com o Botafogo em 1942.
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| Torquato foi zagueiro do Botafogo |
Ephigênio de Freitas Bahiense, atleta do Botafogo, mais conhecido como Geninho, o atleta embarcou para a Itália em setembro de 1944. Ele estava entre os 25 mil pracinhas que lutaram na Segunda Guerra.
Florisval Lanzoni, atleta do Coritiba, mais conhecido como Neno, serviu o exército na Segunda Guerra Mundial, o atacante ganhou muitos títulos pelo Coxa.

Perciliano Afonso Emerenciano, atleta do Figueirense, mais conhecido como Chinêz, serviu o exército na Segunda Guerra Mundial. O zagueiro é ídolo do clube.
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Chinez é o número dois(Álbum de Figurinhas do Campeonato
Catarinense de 1950. Foto: Marcelo de Paula Dieguez)
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Bidon, atleta do Madureira Futebol clube, serviu o exército na Segunda Guerra Mundial. O lateral lutou na Itália.
O Jurista Paulo Benjamin Fragoso Gallotti foi soldado com patente de cabo e serviu o exército brasileiro na Incorporação de 1964, lotado em São Paulo no “2º Esq. Rec. Mec” (2º Esquadrão de Reconhecimento Mecanizado), no Ibirapuera. Clique aqui e confira o seu Que Fim Levou.

Michel, atleta do Santos e Solano, que jogou no América de São Paulo, foram companheiros do Rei Pelé em 1959 nas forças armadas. Pelé serviu o exército meses depois de ser campeão do mundo em 1958, na Suécia. Clique aqui e confira o Que Fim Levou do Rei.
Em foto do acervo particular de Juarez Soares você vê Pelé servindo o Exército, no Vale do Paraiba

Pelé e o time do exército


Amarildo, reserva do Pelé na Copa de 1962, também serviu o exército. Clique aqui e confira o seu Que Fim Levou

Arthur Friedenreich, atleta brasileiro, um dia deixou a bola de lado para ir à guerra. Liderou um batalhão com quase 3.000 outros atletas e foi promovido a 2º tenente. Arthur Friedenreich tinha 40 anos de idade, e vinte de futebol, quando decidiu apoiar a Revolução Constitucionalista de 1932. Clique aqui e confira o seu Que Fim Levou.

Zagallo, atleta do Botafogo. O velho lobo serviu o exército em 1950, inclusive esteve no Maracanã, à serviço das forças armadas, na derrota do Brasil para o Uruguai, na final da Copa do Mundo. Clique aqui e confira o seu Que Fim Levou.

Mais jogadores de futebol que lutaram na Segunda Guerra:
O goleiro Bráulio do Atlético (MG), Careca do Fluminense, Alvanilo da Ponte Preta, Labatut do Olaria, Juvencio do Cocotá, Walter do Ideal, Timbira do Bonsucesso e Pasquera, D’Avila e Soares do Parque da Mooca.
Informações: acesse o “Blog O Resgate FEB“
Fotos: pesquisa
TERCEIRO TEMPO/montedo.com





Respostas de 4
BRAVO!!! Montedo, que matéria estupenda, confesso que eu não sabia, mas agora…
Pra corroborar:
– joguei no buraco da Jurema em Duque de Caxias-RJ nos anos 70′ e na seleção da Infantaria da Escola em 85, jogava não, dava aula.
Inclui aí Redator.
Eu também participei de grandes jogos anos 80 no Quirinão Arena, onde o grito de gol era ouvido no Beira Rio, ou no Olímpico. Inclui aí Redator.
Excelente matéria!!!
Hoje contratam atletas civis para aparecem na impressa dizendo que são militares. Enganam os inocentes do povo que vivem de contos de fadas.