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Porto Alegre – O busto de Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, amanheceu coberto no Parque Farroupilha – a Redenção – nesta terça-feira (21). Um cartaz dizendo “o racismo não pode mais ser tradição” foi pendurado no monumento.
A manifestação faz referência a um episódio da Revolução Farroupilha que ficou conhecido como o “Massacre de Porongos”, quando os Lanceiros Negros – unidade de infantaria farrapa constituída de escravos que tinham a promessa de liberdade ao final da revolta – foram exterminados pelos imperiais.
Surfando na onda do revisionismo histórico que tomou conta do País nas últimas décadas, alguns historiadores ideologicamente engajados atribuem o episódio a um suposto acordo feito entre Caxias e David Canabarro, comandante farroupilha, que teria desarmado os Lanceiros para que fossem mortos, evitando a concessão da liberdade após a guerra.
Tal versão, além de ser absolutamente incompatível com as ações de Caxias em toda a sua trajetória, carece de comprovação histórica, mas cai como uma luva na narrativa ideológica de poderosos X oprimidos, que nada mais é do que uma das diretrizes do gramcismo.

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