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CB.Poder: uso de drones torna mais ágil o combate a crimes ambientais

João Vitor Tavarez*
No CB.Poder desta quinta-feira (5/8), o brigadeiro do ar Marcello Lobão Schiavo, presidente do Grupo de Trabalho do Sistema Aéreo Remotamente Pilotado (SARP), detalhou o combate a crimes ambientais, sobretudo na Operação Samaúma. Segundo o militar, o valor das multas aplicadas apenas nessa missão ultrapassaram R$50 milhões. Ainda foram apreendidos mais de 500 mil metros cúbicos de madeira, o correspondente a 130 caminhões carregados. O CB Poder é uma parceria do Correio Braziliense com a TV Brasília.
“O SARP é composto por drones, de porte maior, que fazem ações de vigilância, principalmente de reconhecimento, a partir de uma estação de terra. Não há tripulante a bordo, obviamente, mas há tripulantes sediados em terra e, dali, eles fazem toda a coordenação da missão”, explicou o brigadeiro.
Em relação à Amazônia, que sofreu o quarto recorde de desmatamento em junho, Schiavo ressaltou o trabalho de vigilância mantido pela Operação Samaúma. “Começou em 28 de junho e se estende até 31 de agosto, cujo objetivo é coibir crimes ambientais, sobretudo o desmatamento. Foram mapeados municípios e regiões com maior incidência desse dano ambiental e montada a operação para agir nos locais”, disse.
O presidente do Sistema Aéreo Remotamente Pilotado — que registra e transmite em tempo real informações de um território — destaca a rapidez do mecanismo comparado à utilização de aeronaves tradicionais (analógicas) em operações. “A diferença é que a aeronave [SARP] já transmite as imagens para o centro de análise. Então o analista já consegue observar os dados, verificando se realmente há algo a ser investigado ali. O uso do SARP proporciona fazer mais ações no terreno em comparação com aeronaves convencionais. Esse é o grande diferencial”, disse. Isso, na avaliação do brigadeiro, oferece mais economia e precisão às atividades militares.
A Operação Samaúma, em vigor atualmente, também atua na área de preservação da Amazônia, e os estados do Amazonas, Pará, Mato Grosso e Rondônia. “Foram mapeados 26 municípios nesses quatro estados. Existe uma faixa limítrofe entre esses locais onde se verificou maior atividade de crime ambiental. Por isso a intenção de ir onde o foco é pior, a fim de reduzir o problema que nos preocupa tanto”, disse.
*Estagiário sob a supervisão de Carlos Alexandre de Souza
CORREIO BRAZILIENSE/montedo.com

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