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Ainda ministro, general prometeu comprar 30 milhões de doses da vacina chinesa Coronavac a intermediários

Cláudio Humberto
O presidente Jair Bolsonaro defendeu o general Eduardo Pazuello, seu ex-ministro da Saúde, de acusações de corrupção, logo após receber alta hospitalar, neste domingo, 18. “Nos acusar de corrupção por algo que não compramos, que não pagamos, isso é má fé”, afirmou.
Questionado por uma jornalista na saída do hospital Vila Nova Star, em São Paulo, sobre as acusações de que o ex-ministro teria participado de negociações com empresários intermediários que queriam vender doses da CoronaVac com preços três vezes maiores do que o normal, Bolsonaro culpou os lobistas e disse que “lá em Brasília não falta gente tentando vender lote na lua”.
“Quando fala em propina, é pelado dentro da piscina”, e não gravando um vídeo com o desfecho de um encontro com representantes que diziam ter 30 milhões de doses da vacina chinesa Coronavac para vender, afirmou o presidente em São Paulo.
Em um vídeo ao lado dos intermediários, Pazuello disse que o encontro terminava com um memorando de entendimento assinado e um “compromisso” do ministério de fazer negócio.
“Todos vocês ali nos pressionavam por vacinas, então muitas pessoas foram recebidas no ministério. Vocês viram o próprio traje do Pazuello, ele está, se eu não me engano, sem paletó. Aquele pessoal se reuniu com o diretor responsável por possíveis compras lá no Ministério e na saída ele [Pazuello] conversou com o pessoal. Aquele vídeo, se fosse algo secreto, negociar algo superfaturado, ele estaria dando uma entrevista, meu Deus do céu? Ou estaria escondidinho no porão do ministério?”, perguntou.
Bolsonaro afirmou ainda que, se ocupasse cargo na Saúde, também teria apertado as mãos dos empresários catarinenses.
O presidente afirmou, ainda, que não é possível fraudar a compra de vacinas no governo e que há uma grande quantidade de órgãos que fiscalizam as negociações, como a Controladoria-Geral da União.
“Lá em Brasília não falta gente para vender lote na lua, acredita quem quiser. Agora, grande parte da imprensa adota um caminho de simplesmente divulgar algo que não fizemos. É motivo de orgulho para mim saber que todos esses possíveis contratos não deram mais do que um passo e foi provado que existia irregularidade. Eu sempre determinei para o Ministério da Saúde comprar vacinas duas condições: passar pela Anvisa e só pagar depois que chegar”, disse.
Questionado sobre se iria tomar a vacina contra a Covid-19, Jair Bolsonaro disse que não tomará até que todos os brasileiros estivessem imunizados. “Depois que todo mundo, eu vou estar em uma fila. Para que chegue a última dose para mim. Tem 200 caras atrás de mim, eu, como chefe, aprendi no exército, primeiro os meus subordinados, né? Se bem que você não é minha subordinada, mas depois que todos se vacinarem, aí vai chegar a minha vez”, pontuou.
Bolsonaro também voltou a criticar a CPI da Pandemia e afirmou: “será que não entenderam que só Deus me tira daquela cadeira?”
DIÁRIO DO PODER/montedo.com

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