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Este mandatário às avessas não tem a cabeça no lugar, nem para conduzir, muito menos para comandar uma intervenção armada

Paulo Ricardo da Rocha Paiva*
Não pensem que JMB, no poder e à frente de uma intervenção armada, vai ter apoio da população como um todo, como aconteceu em 1964. Que seja dito, uma manifestação de bolsonaristas em MOTOCIATAS não representa a massa humana nacional. Aliás, os brasileiros e brasileiras mortos pelo “negacionismo” presidencial já ultrapassaram mais de “meio milhão”, muito mais do que o dobro do efetivo completo do nosso Exército (que é de 200 000 homens) e superior mesmo à soma (380 000) total quando este é acrescentado ao dos das demais Instituições irmãs. “O pior cego é aquele que não quer ver”. Hoje, agora, mais do que nunca, um Brasil vilipendiado lamenta mais de 500.000 mortos, com tendência de alta e uma CPI que precisa e vai apurar todos os responsáveis!
Sim, é preciso que o vice-presidente, um oficial-general de quatro estrelas, em última instância, assuma o sacrifício após um “impeachment”! Ademais, nem pensar num golpe tendo à frente Bolsonaro. Este que não teria apoio externo, muito pelo contrário, haja vista a imagem nada recomendável de JMB no exterior!
Apoiando tudo que se contrapõe a Lula e ao PT, menos a falta de ação de comando do atual desgovernante. Este mandatário às avessas não tem a cabeça no lugar, nem para conduzir, muito menos para comandar uma intervenção armada! Em verdade é incapaz, sem inteligência, aloprado, desleal, mentiroso, os militares precisam descartar esta liderança equivocada o quanto antes e lançar/apoiar nas próximas eleições um oficial-general, de qualquer das “Desarmadas” Forças, que tope salvar o país. Precisamos encontrar esse comandante para enrolar o chefe na Bandeira Nacional e garantir todo o nosso apoio. Não se pode esquecer, o grande Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, antes de desencadear o movimento redentor, se reuniu com vários almirantes e brigadeiros.
Apenas em situação extrema, uma intervenção saneadora pelo Poder Moderador, mas, porém, contudo, todavia, entretanto sem Bolsonaro: que seria alijado do poder, para aquietar a reação violenta dos “vermelhos”; apenas “noventa” dias/três meses, com eleições gerais ao fim do período; sem candidatos comunistas (seriam impedidos); somente gente com “ficha limpa” (presidente/governadores/senadores/ deputados federais); nos municípios poderiam ser mantidos os prefeitos, aqueles que aderissem, para diminuir a confusão.
Companheiros “da luta”, sei que é sonhar demais, mas é como vejo as coisas. A grande realidade é que os militares precisam descartar a figura de um desditoso comandante-em-chefe, o quanto antes, para não soçobrarem com quem não merece e vive a solapar a imagem do segmento fardado do povo brasileiro, o que continua fazendo junto à uma opinião pública cada vez mais decepcionada.
*Coronel de Infantaria e Estado-Maior

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