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Paulo Ricardo da Rocha Paiva*
Os fatos, todos do conhecimento público, permitem que, como cidadão brasileiro e oficial reformado do Exército, emita minha opinião, direito inalienável garantido pela “Carta Magna”, oportunidade em que o faço“com todas as honras e sinais de respeito, na posição de sentido e com a mão na pala”. Em assim sendo, salvo outro juízo, sou de parecer que o atual supremo mandatário:
_ Admitiu aluguel da soberania nacional aos EUA na Base Aeroespacial de Alcântara/Maranhão, em plena Amazônia Legal;
_ Não denunciou o TNP nem o MCTR, justo os ajustes de lesa pátria que impede ao País dispor de capacidade dissuasória face às ameaças extrarregionais;
_ Exonera oficiais-generais de pastas ministeriais, em cadência de “passa fora”, evidenciando recalque de quem não galgou os postos superiores;
_ Chamou injusta e de forma indigna, de “melancia”, oficial-general que sempre desmistificou publicamente a famigerada Comissão da “Inverdade”;
_ Pretere a ala militar de sua assessoria governamental, sempre favorecendo seu grupelho ideológico dominado pelo americanista Olavo de Carvalho:
_ Admitiu que se fabricasse “hidroxicloroquina” em quantidade desmedida, medicamento contraindicado pelo mundo científico, com recursos provenientes do Tesouro Nacional e repassados ao Laboratório Químico Farmacêutico do Exército pelo Ministério da Defesa, um imbróglio com pedido de investigação pelo Ministério Público que atua junto ao Tribunal de Contas da União;
_ Escolheu general-de-divisão para ministro da Saúde, transformando o mesmo em “preposto seu” para implementar seu “negacionismo” sanitário;
_ Evidenciou falta de raciocínio lógico, ameaçando com “pólvora” os EUA, expondo ao ridículo internacional nossas “Desarmadas” Forças;
_ Desvalorizou/desacreditou preocupação dominante de nossas “Desarmadas” Forças, convidando Al Gore para exploração conjunta da Amazônia;
_ Chama o Exército da nação de “meu”’, atribuindo à Força Terrestre um “status” assemelhado ao de uma “guarda pretoriana”;
_ Volta e meia ameaça empregar a Força Terrestre em apoio aos ditames daquilo que elegeu como sendo o seu programa político de governo:
_ Exonerou ministro da Defesa e comandante militares por não se mostrarem coniventes com seus pronunciamentos e oporem-se à politização das forças;
_ Convidou oficial-general convocado pela CPI/VÍRUS para participar de ato político, em franco desafio ao que preceitua o Regulamento Disciplinar do EB;
_ Interfere junto ao comando do Exército, pressionando para não punir oficial-general que, por ele instigado, tinha ferido ostensivamente a disciplina;
_ Nomeou para a Secretaria de Assuntos Estratégicos oficial-general transgressor do RDE que, ao ocupar a pasta da Saúde, havia sido exonerado por pressão motivada pela sua incompetência no exercício do cargo:
Este sangramento continuado das nossas Instituições Armadas está, já há algum tempo, contribuindo para minar o prestígio até então conquistado e mantido pelas “fileiras” desde o tempo do Império, na medida em que, de forma contumaz, olvida o assessoramento equilibrado que lhe é prestado por uma “intelligentsia” militar, justamente aquela que, o próprio presidente, houve por bem arregimentar. Isto posto, não há como conceber um protagonismo mais definitivo pelo “Poder Moderador”, se este for acionado por um dos demais poderes, posto que tanto o Judiciário, como o Legislativo, assim como também o Executivo, já de há muito, que seja dito, seus representantes não encarnam mais a esperança do nosso Brasil triplamente vilipendiado. Que não se duvide, sua voz precisa se fazer ouvir apenas para colocar a casa em ordem, mas por iniciativa própria, sob comando do General Mourão, pelo bem da Pátria de todos nós.
*Coronel de Infantaria e Estado-Maior

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