Comissão da Câmara aprova audiência com Pazuello e ex-superintendente da Saúde no RJ

Reprodução: DEFESATV

Pedido foi aprovado após Jornal Nacional ter revelado que empresas foram escolhidas sem licitação para reformar sede do ministério no RJ. Superintendente foi exonerado.

Elisa Clavery e Luiz Felipe Barbiéri, TV Globo e G1 — Brasília
A Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (26) um requerimento para ouvir o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello sobre suspeitas de irregularidades em contratos da Superintendência do ministério no Rio de Janeiro.
O requerimento foi aprovado após o Jornal Nacional ter revelado que, durante a gestão de Pazuello, empresas foram contratadas sem licitação para reformar galpões e a sede do ministério no Rio. A pandemia foi usada como motivo para a urgência da contratação sem licitação.
Além de Pazuello, o documento aprovado pela comissão define que também serão ouvidos:
proprietários das empresas contratadas para os serviços: SP Serviços, Lled Soluções e Vinil Engenharia.
Como o pedido é de audiência pública, todos serão convidados a participar, sem obrigação de comparecimento. Só há obrigação em caso de convocação.
O autor do requerimento aprovado, deputado Elias Vaz (PSB-GO), afirma que “aparentemente, os contratos emergenciais foram firmados com empresas suspeitas, de forma açodada e sem amparo nas hipóteses legais para contratação direta”.

Entenda o caso
George Divério, até então superintendente do Ministério da Saúde no Rio, foi nomeado na gestão de Eduardo Pazuello, em junho de 2020. Nesta quarta, o ministro Marcelo Queiroga exonerou o coronel da reserva.
Em novembro, num período de 2 dias, Divério autorizou duas contratações que somavam cerca de R$ 28,8 milhões.
Os negócios foram feitos com dispensa de licitação com empresas que já haviam trabalhado para Divério quando ele estava na Indústria de Material Bélico do Brasil (Imbel).
A empresa SP Serviços foi chamada para fazer uma reforma completa na sede do Ministério da Saúde, no Rio, por R$ 18,9 milhões. A empresa já havia prestado serviço ao governo federal, mas somente a um órgão, também comandado por Divério.
A outra empresa, a Lled Soluções, foi escolhida para reformar um galpão para guardar arquivos, em Del Castilho, na Zona Norte do Rio. O custo da reforma foi estimado em R$ 9 milhões.
A Lled foi criada depois que a antiga empresa de dois sócios se envolveu em um escândalo em contratos com as Forças Armadas.
A Advocacia Geral da União (AGU) não aprovou as reformas sem licitação e os contratos foram desfeitos.
Na mesma época, um terceiro contrato sem licitação foi adiante. Mais de R$ 1,7 milhão para mão de obra de apoio, como recepcionistas e carregadores, fornecidos pela Vinil Engenharia. Esse contrato só chegou à AGU na data em que foi assinado e um dia antes de entrar em vigor, em 1º de dezembro de 2020, o que impediu uma análise prévia.

Tribunal de Contas
No último dia 21, o Tribunal de Contas da União (TCU) abriu um processo para investigar as suspeitas de irregularidades, também com base nas reportagens do Jornal Nacional.
A representação no TCU afirma ser “evidente” que as obras não se enquadram nas hipóteses permissivas de dispensa de licitação.
G1/montedo.com

Uma resposta

  1. Daqui a pouco o Vaticano, a ONU, um terrero de umbanda ou candomblé, expedirá um requerimento para ouvir Pazuello.
    Que fase hein!

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