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Avaliação é a de que esse foi um dos fatores pelos quais Pazuello se sentiu mais à vontade na CPI do que outros ex-integrantes do governo Jair Bolsonaro

Caio Junqueira, CNN

Integrantes das Forças Armadas enviaram recados a senadores da CPI da Pandemia nos quais deixaram claro que Eduardo Pazuello era um general da ativa e que estava ali como um integrante do Exército Brasileiro.
A avaliação é a de que esse foi um dos fatores pelos quais Pazuello se sentiu mais à vontade na CPI do que outros ex-integrantes do governo Jair Bolsonaro que já depuseram, como o ex-chanceler Ernesto Araújo e o ex-secretário de Comunicação Fabio Wajngarten.
Também foi colocado por fontes que os recados ajudaram a moderar o relator Renan Calheiros (MDB-AL) na sua inquirição de hoje.
Senadores relataram à CNN terem conversado sobre o tema Pazuello já com o comandante do Exército, Paulo Sergio Nogueira de Oliveira, que completa um mês no cargo nesta quinta-feira (20). O ministro da Defesa, Braga Netto, também teria feito contatos com senadores.
Militares da ativa avaliaram que a condição de general chegou a ser colocada por Pazuello logo no início do depoimento, quando foi questionado por Renan sobre suas credenciais para assumir a secretaria-executiva do Ministério da Saúde. Pazuello respondeu: “Seria perguntar se a chuva molha”.
Segundo o Senado Federal, Pazuello passou mal e foi atendido por Otto Alencar. O ex-ministro, no entanto, nega a versão dos senadores.
Após o depoimento ser suspenso, generais comemoravam o desempenho dele. Primeiro, pelo fato de não ter ido fardado, como se aventou. Segundo, por não ter utilizado do habeas corpus que o STF (Supremo Tribunal Federal) lhe concedeu para se manter em silêncio. E, terceiro, avaliaram que respondeu às perguntas.
CNNBrasil/montedo.com

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