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Leia a matéria da Veja. Comento depois.

Fux explica a general que militares no CNJ só com mudança na Constituição
Ministro teve que dar um banho de água fria em presidente do STM que queria militares no órgão

Lucas Vettorazzo
Foi um banho de água fria a reunião do presidente do STF, Luiz Fux, com o presidente do STM, general Luis Carlos Gomes Mattos, na semana passada.
O general pediu a Fux mais espaço para militares na composição do CNJ. Ouviu do colega magistrado que o pleito era antigo e que nada poderia fazer, já que a mudança depende de emenda à Constituição.
O general surpreendeu alguns presentes durante encontro virtual do CNJ no qual deixou clara sua insatisfação com o fato de não haver representantes da Justiça Militar entre os 15 conselheuiros do órgão, criado em 2005.
Após a reunião, Fux recebeu o general a portas fechadas, mas precisou explicar que uma mudança não dependeria do desejo pessoal de integrantes do CNJ.
Radar(Veja)/montedo.com

Comento:
O STM custa cerca de meio bilhão de reais por ano aos cofres públicos para – volta e meia! – nos brindar com bizarrices como essa. O “não saber” jurídico dos generais-ministros é notório e constrangedor. Ao longo destes doze anos do Montedo.com, foram muitos os casos em que suas excelências protagonizaram episódios de ignorância forense explícita, incompatíveis com a alta magistratura. Para entender melhor, consulte STF x STM.

Algumas “pérolas”
– Em setembro de 2011, o ministro Celso de Mello passou um “pito” público no general Raimundo Nonato Cerqueira. Em julgamento anulado pelo STF, o militar criticou o defensor público federal “por apresentar teses impertinentes e absurdas perante o STM”.
Na verdade, o advogado estava apenas cumprindo seu papel, ou seja, defendendo o réu. Celso de Mello qualificou a atuação do defensor como “corretíssima e incensurável”, e referiu-se assim ao general: ”Hoje destaquei, na minha decisão monocrática, a atuação da Defensoria Pública e busquei, na verdade, afastar a forma grosseira com que o defensor público foi tratado por certo ministro militar”.
– Em fevereiro de 2014, a segunda turma do STF, por unanimidade, mandou julgar novamente um militar condenado por fraudar concurso. Motivo: o STM atendeu o pedido do MPM para desclassificação de conduta sem que o réu fosse previamente ouvido.
– Em outubro do mesmo ano,  Celso de Mello anulou a condenação de um soldado da FAB por abandono de posto, porque o STM simplesmente não intimou o Defensor Público para o julgamento.

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