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Caio Junqueira
O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello avalia rever sua estratégia jurídica para o depoimento à CPI da Pandemia, previsto para o dia 19 de maio.
Até agora, a linha jurídica tem sido a de comparecer e responder à todas as perguntas. Mas não está descartado um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal que coloque na mesa três possibilidades:
– ele não comparecer na CPI;
– ele comparecer e silenciar;
– ele comparecer e silenciar para apenas algumas perguntas.
O motivo é que, na avaliação de interlocutores de Pazuello, a CPI já tem um juízo de valor sobre a gestão do ex-ministro no ministério da Saúde e que o que ele for falar na comissão será inócuo para a sua defesa.
Ciente dessa possibilidade, a CPI convocou Pazuello como testemunha e não como investigado. Mas a defesa de Pazuello alega que a jurisprudência no STF é pacífica sobre a possibilidade de investigados serem convocados como testemunhas justamente para obrigá-los a falar e não recorrer ao direito ao silêncio.
Não há, porém, decisão tomada. Isso só ocorrerá a poucos dias do depoimento.

‘Não há preocupação com conteúdo, mas com a forma’, diz advogado
Kenzô Machida
O advogado criminalista Zoser Hardman, chamado pelo próprio ex-ministro Eduardo Pazuello para auxiliá-lo em sua estratégia de defesa na CPI da Pandemia, afirmou à CNN nesta quinta-feira (6) que “não há preocupação com o conteúdo das respostas, mas com a forma que ele irá responder”.
De acordo com o advogado, uma das orientações feitas a Pazuello é para que ele “fale pouco, seja objetivo e claro” nas respostas aos senadores, para evitar que o ex-ministro fique exposto a uma artilharia do grupo majoritário da CPI.
Hardman ressaltou que a defesa formal de Pazuello será feita pela AGU (Advocacia-Geral da União). “Estou apenas ajudando o ex-ministro”, afirmou.
Ainda segundo Hardman, Pazuello já estava preparado para falar à CPI nesta semana, mas o advogado reiterou que o contato com servidores que testaram positivo para a Covid-19 o fez adotar “uma medida preventiva”. “Ele está preparado para responder todas as perguntas desde terça-feira”, disse.
O advogado afirmou ainda que o ex-ministro da Saúde está preparado para falar sobre todos os temas, até mesmo sobre a polêmica frase “um manda e outro obedece”, dita em referência ao presidente Jair Bolsonaro, à época da discussão sobre a compra da Coronavac.
A estratégia de Pazuello de adotar um advogado para a CPI foi revelada pelo analista da CNN Caio Junqueira.
CNN Brasil/montedo.com

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