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Apontado como principal testemunha da omissão do governo na pandemia, militar cria estratégias para evitar danos ao Executivo

Bruna Lima
Renato Souza

O ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, avisou que não vai comparecer presencialmente à Comissão Parlamentar de Inquérito sobre a covid-19 no Senado Federal nesta quarta-feira (05). O depoimento dele está agendado para começar às 10 horas. O general do Exército alega que dois assessores testaram positivo para o novo coronavírus.
O ex-ministro deve tentar autorização para depor à distância, pela internet, ou adiar em uma ou duas semanas sua oitiva. Os senadores avaliam quais os prejuízos para o andamento dos trabalhos de investigação com a ausência presencial de Pazuello. A avaliação é de que pela internet ele pode ser orientado quanto às perguntas realizadas pelos parlamentares.
Nos bastidores, fontes ligadas ao Executivo afirmam que a orientação para faltar ao depoimento presencial partiu do Palácio do Planalto. O governo está preocupado com o teor das declarações do militar. Ele vem recebendo auxílio de auxiliares do presidente Jair Bolsonaro para enfrentar a sessão.
A gestão de Pazuello ocorreu no auge da crise da covid-19, com registro de estoques zerados de oxigênio em Manaus, aumento potencial de mortes e infectados pela covid-19 e atraso na compra de vacinas.
CORREIO BRAZILIENSE/montedo.com

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