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Carla Araújo
Do UOL, em Brasília

O ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, já irritou bastante os militares da ativa durante sua gestão na pasta.
Agora, ocupando um cargo na secretária-executiva da Força de certa forma “obrigou” o Exército a se pronunciar para explicar a sua negativa de comparecer ao seu depoimento de forma presencial na CPI, que estava marcado para amanhã e foi transferido para o dia 19.
Militares da ativa e da reserva ouvidos pela coluna, em condição de anonimato, criticaram a decisão do ex-ministro e a classificaram com um jargão militar: chama-se ação retardadora.
Resumidamente, postergar seu depoimento, na visão dos militares é para que ele ganhe tempo.
“No Exército se chama ação retardadora. Um tipo de operação militar em que você vai retardando o avanço do inimigo, retardando até que a nossa tropa fique mais forte, mais preparada”, explicou um coronel.
Um general da reserva usou palavras semelhantes para descrever a estratégia: A ação retardadora ocorre quando estou em desvantagem e troco espaço por tempo, aguardando reforços amigos”.
O depoimento de Pazuello foi adiado para dia 19. A fala do também ex-representante da pasta Nelson Teich, que ocorreria na tarde de hoje, foi adiada para amanhã.
UOL/montedo.com

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