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Depois de ser imobilizado, militar teria dito a guardas que eles ‘iriam se dar mal’. Na ocorrência, oficial afirmou a PMs que a namorada foi agredida.

Nicolás Satriano, G1 Rio
Uma confusão envolvendo um capitão da Marinha do Brasil e guardas municipais acabou na delegacia. O caso aconteceu no domingo (4), em um depósito de veículos da prefeitura em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio.
Guardas municipais relataram na 19ª DP (Tijuca) que o oficial Gabriel Wailante Pereira, de 34 anos, invadiu a área do depósito, ignorando a orientação do porteiro do local. Pereira, por outro lado, alegou que os guardas deram uma “gravata” nele e que a namorada, que o acompanhava, foi agredida.
O oficial estaria no local para buscar um veículo rebocado. Em depoimento, um dos guardas contou que estava deixando o depósito quando notou o porteiro pedindo para que militar não entrasse no espaço. O oficial não teria acatado a orientação e foi em direção ao funcionário dizendo para não ser tocado.
O guarda disse que interveio e, mesmo assim, o militar insistiu e entrou no depósito. Foi aí que, de acordo com o relato, o agente decidiu imobilizar o oficial. Em seguida, Pereira se identificou como capitão, acrescentando que os guardas iriam “se dar mal”.
A Polícia Militar foi acionada e todos foram levados para a 17ª DP (São Cristóvão), e em seguida para a 19ª DP. Fardado, um superior do oficial o acompanhou até a delegacia, onde a ocorrência foi registrada como “fato atípico”.
Procurada, a Marinha informou, por meio do Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais, nesta terça-feira (6), que o militar foi ao depósito para buscar documentos que estavam dentro do carro rebocado.
Também segundo a nota, o oficial afirmou ter sido autorizado a entrar no local pelo porteiro e confirma o desentendimento com guardas municipais. Entretanto, a Marinha afirma que o fato foi classificado como “mera desavença” e não foi configurado crime (veja a íntegra abaixo).

Íntegra da nota da Marinha:
“A Marinha do Brasil (MB), por intermédio do Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais, esclarece que, no dia 05 de abril, foi informada de uma ocorrência policial, envolvendo um militar no Rio de Janeiro.
O militar alega que se dirigiu ao depósito da Prefeitura para buscar seus documentos, que estavam no interior do veículo rebocado e, autorizado pelo porteiro, ingressou no local.
Após um desentendimento com os guardas que estavam próximos ao local, o militar optou por acionar a Polícia Militar e dirigir-se à 19ª Delegacia de Polícia Civil para realizar o Registro de Ocorrência (RO). Segundo o RO, o fato foi classificado como “mera desavença, não configurando crime”.
A Marinha do Brasil preza pela transparência e pelo bom relacionamento com as demais instituições, reiterando seu firme posicionamento contra condutas que afetem a honra e o pundonor militar. Colocamo-nos à disposição para demais esclarecimentos que se fizerem necessários.”

G1/montedo.com

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