Escolha uma Página

Juliana Dal Piva
Colunista do UOL

A decisão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pelo nome do general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira para o Comando do Exército demonstrou que ele cedeu às orientações de seus conselheiros mais próximos e entendeu que a crise com as Forças Armadas poderia se ampliar caso ele não seguisse o critério de antiguidade na escolha.
Interlocutores de Bolsonaro, porém, acreditam que o presidente vai estar de olho em cada movimento do novo comandante. Eles dizem que Bolsonaro observará o comportamento para ver se o general Paulo Sérgio segue o esperado pelo presidente. Caso contrário, novas trocas não estariam descartadas.
A escolha de Paulo Sérgio causou surpresa. O perfil do novo comandante é próximo ao do general Edson Pujol, que deixou o cargo essa semana após desentendimentos com o presidente que esperava uma atuação mais política. Militares não acreditam que o novo comandante terá atuação diferente.
A preferência do presidente era pelo general Marco Antônio Freire Gomes, atualmente no Comando Militar do Nordeste, mas ele tinha seis nomes à sua frente. Mas a escolha de Bolsonaro também surpreendeu porque o presidente tinha criticado internamente o general Paulo Sérgio por declarações que concedeu em uma entrevista no jornal Correio Braziliense em que chegou a dizer que se preparava para a possibilidade de uma terceira onda da covid-19.
No entanto, já estava programado para que os outros dois generais mais antigos, Décio Schons (Departamento de Ciência e Tecnologia) e César Nardi (Assuntos Estratégicos do Ministério da Defesa) fossem para a reserva essa semana.
A coluna apurou que, com a escolha do nome de Paulo Sérgio, Bolsonaro cedeu aos apelos, em especial, do general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI), para manter o critério de antiguidade. Até o momento, Heleno não se manifestou publicamente sobre as mudanças.
UOL/montedo.com

Skip to content