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*Paulo Ricardo da Rocha Paiva
A “Campanha Por Uma Nação Armada”, que já vai completando “6” anos, iniciou em 2015. Suas matérias, sempre em prol do fortalecimento militar do País, que se diga, muito poucas (se conta nos dedos) foram replicadas, algumas em alto nível, outras no diapasão rasteiro, insultuoso as vezes posto que usa linguajar irônico, porém sempre calcado em fatos concretos, indiscutivelmente bem argumentados, mas que eram interpretados como ofensas às nossas “Desarmadas” Forças. Aos poucos, no entanto, alguns dos que discordavam, começaram a entender sua motivação, ocasião em que sua coordenação passa a invocar alto comando terrestre, naval e aéreo, ao invés de Exército, Marinha e Aeronáutica, sugestão de um oficial-general experimentado que merece a continência integral, a regulamentar reforçada pelo apreço pessoal.
Mas as mensagens bloqueadas, estas existem, são de integrantes “FFAA”. Como as vejo? Como as encaro? Como as engulo? Que seja dito! A verdade dói! Autoridades que tropeçam no orgulho, verdadeiros donos da verdade que não admitem serem contestados, militares de graduação superior em função de comando, membros dos ministérios da atual governança que não deixam nada a dever a seus antecessores de governos anteriores, sempre mudos e surdos. Para estes “bloqueadores” é desperdício conhecer o pensamento dos profissionais da reserva. Para eles a preparação dos “velhos soldados” em que a nação já investiu por décadas em aperfeiçoamento contínuo é démodé, inútil, sem nenhuma serventia. E a hierarquia? A disciplina? Afinal de contas, qual é a desse renitente reformado que não conhece o seu lugar? Acontece que “não deixa de ser soldado quem passa para a reserva”! Sim, que não se duvide, vamos continuar cobrando de todos os responsáveis pela nossa incapacidade no campo militar do poder nacional!
A esses incuráveis “professores de Marte, o deus da guerra”, precisa ser dito: – Estão perdendo e muito por não se valerem da experiência e da cultura profissional de seus antigos e reconhecidos instrutores das escolas de formação, aperfeiçoamento e comando e estado-maior. Continuem bloqueando; desprezem os alertas sobre a prioridade impositiva de, no mais curto prazo, ser alcançado o estágio de dissuasão extrarregional; permaneçam se enganando, jogando dinheiro fora com projetos/programas inócuos para “dourar a pílula” de nossa crédula e voluntária mocidade militar. Por Deus! É muito fácil, cai como uma luva colocar toda a culpa no orçamento minguado concedido pelos políticos. Aliás, vão gastar mal assim na CONCHINCHINA! Não, não se vai desistir ante os bloqueadores das mensagens, aquelas que apenas transmitem “verdades que doem”.
*Coronel de infantaria e Estado-Maior

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