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Paulo Ricardo da Rocha Paiva*
Muitos se perguntam o “porquê” do trato, no mínimo desdenhoso, aos militares em geral, pelo atual comandante-em-chefe de nossas “Desarmadas “Forças. Alguém já parou para pensar sobre a soma de votos que o segmento fardado da sociedade brasileira representa para o pleito presidencial em 2022? Considerando o efetivo na ativa, são em torno de: 200 mil no EB; 80 mil,507 na MB e 80 mil,937 na FAB, entre homens e mulheres. Somados esses totais aproximados, se todos votassem em JMB, o que com certeza não vai acontecer pelo visível desgaste do presidente, chegar-se-ia, tão somente, a 361 mil,444 votos, estes que somados aos dos inativos, cerca de 1milhão,344, chegariam a menos de que dois milhões.
Daí os transtornos com os “irmãos em armas”, causados por responsabilidade única do presidente, que, infelizmente, continuam acontecendo. Um biênio tumultuado por descaminhos que só serviram para minar a trajetória malsinada de um político, que se diz militar, mas, porém, contudo, todavia, entretanto, só tem contribuído para enxovalhar o prestígio até então incólume de nossas “Desarmadas” Forças. Não, não se pode fugir desta realidade cruel: o povo brasileiro associa os desacertos continuados do governo com as Instituições Armadas. Mas o chefe da nação não está nem aí! Que se explodam homens e mulheres de uniforme, afinal de contas, o que são menos de dois milhões de votos daqui a dois anos?
Quem disser que a coesão nos quadros das forças é a mesmo dos tempos antigos está se enganando. Pelo menos não é o que se costuma ler nos meios midiáticos. Pesquisem! Mas o mais alto mandatário da nação não se liga. O que importa para ele que um oficial-general do Exército seja trucidado pela GLOBO LIXO? Diz o antigo ditado castrense: – “Quem dá a missão dá os meios! Que meios foram dados para o exercício a contento da missão do Ministério da Saúde? Pesquisem! Não, não, em absoluto, o atual chefe da nação não encarna o Exército do “Pacificador” do Império. Mito?! Defensor da Revolução Democrática de 1964?! Companheiros “da luta”, o insigne Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco não merece quem, nestes dois anos perdidos, só serviu para desmistificar o espírito revolucionário redentor daqueles tempos profícuos de “ordem e progresso”.
Sim, os militares não contam muito para um segundo mandato. Infelizmente, mesmo assim, o mal feito está feito. As “Desarmadas” Forças, ao que tudo indica, continuarão fragilizadas, com a agravante do desgaste que, infelizmente, agora, vai ter que reverter a custo de ingentes esforços pelas novas gerações de militares que ingressarem em suas nobres fileiras.
*Coronel de infantaria e Estado-Maior

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