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Carla Araújo
Do UOL, em Brasília

Se entre os militares há divergências em relação à atuação do general Eduardo Pazuello no comando do Ministério da Saúde, o consenso de que ele deveria pedir para ir para a reserva agora vem acompanhado de ceticismo.
Generais e coronéis, tanto da ativa quanto da reserva, ouvidos pela coluna afirmam que o general não dá sinais de que tomará a decisão de deixar o Exército. De acordo com um militar do Ministério da Defesa que conhece Pazuello dos tempos de caserna, o ministro agora adotou o “modo teimosia” e parece disposto a enfrentar as críticas dos pares sem constrangimento.
A suposta tentativa de promoção de Pazuello é apontada como “vontade individual” do general e longe de se tornar realidade, avaliam militares de alta patente.
Além de precisar mudar as normas vigentes que tratam de promoção dentro das Forças Armadas, generais da ativa lembram que a turma de Pazuello só estará apta a promoções no ano que vem.
Ou seja, caso conseguisse mesmo mudar as regras atuais, Pazuello teria que esperar pelo menos mais um ano para conseguir mais uma estrela. Pazuello é general de intendência – e pela lei em vigor – só alcança as chamadas três estrelas, posto que o ministro já ocupa.
A decisão de pedir reserva é individual e não há muito o que o comandante do Exército, general Edson Pujol, possa fazer. Apesar disso, alguns militares da ativa passaram a criticar a atuação do comandante e dizem que caberia sim a Pujol convencer Pazuello de deixar o Exército.
Pazuello está respaldado pela lei, tem o direito de servir à Presidência e pedir licença do Exército. O que os militares não querem é dividir a conta pela gestão do ministro, que está inclusive sendo investigado por sua atuação no combate a pandemia.
“Ele precisa aposentar a farda. A teimosia dele é ruim para nossa imagem”, afirmou um general à coluna.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.
UOL/montedo.com

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