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Se for confirmado, Lloyd Austin, general reformado de quatro estrelas, entrará para a História como o primeiro negro a liderar o Pentágono

The New York Times e Reuters
WASHINGTON — O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, pretende nomear o general reformado Lloyd Austin, que foi comandante americano no Iraque durante o governo de Barack OBama, para ser o próximo secretário de Defesa, informaram vários meios de comunicação americanos, citando pessoas próximas ao processo de seleção.
Se for confirmado pelo Senado, o general Austin fará história ao se tornar o primeiro afro-americano a liderar os 1,3 milhão de soldados da ativa dos Estados Unidos, assim como a enorme burocracia que os sustenta.
O general Austin, de 67 anos, durante anos desenvolveu uma trajetória formidável no Pentágono, tendo sido o único negro a chefiar o Comando Central dos EUA, o principal comando de combate dos militares, responsável por Iraque, Afeganistão, Iêmen e Síria — a maioria dos lugares onde os Estados Unidos estão em guerra.
Austin precisará de aval especial do Congresso, já que faz menos de sete anos desde que serviu. Sua nomeação pode atrair ataques de alguns grupos progressistas por sua atuação no conselho de várias empresas, incluindo a fabricante de armas Raytheon Technologies Corp.
O general é conhecido como um comandante forte no campo de batalha, mas é menos conhecido por seu lado político. Ele às vezes escorregou em audiências no Congresso, incluindo uma sessão em 2015, quando reconheceu, sob perguntas ásperas, que o programa de US$ 500 milhões do Departamento de Defesa para formar um exército de combatentes sírios não havia chegado a lugar nenhum.
Ainda assim, o militar, que se reformou como general quatro estrelas em 2016 após 41 anos no Exército, é respeitado nas Forças Armadas, especialmente entre oficiais afro-americanos e soldados alistados, como um dos raros homens negros a alcançar o alto escalão, em grande parte sob o domínio de homens brancos.
Apoiadores do general Austin dizem que ele superou essa barreira por causa de seu intelecto, sua experiência de comando e a orientação de um ex-chefe do Estado-Maior Conjunto dos Eua, almirante Mike Mullen, que o selecionou para comandar a sua equipe. Leia mais.
O Globo/montedo.com

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