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Gelio Fregapani
Quando alguém abandona seu grupo passando para o inimigo ou agindo de forma que venha facilitar as ações do inimigo recebe o estigma de traidor e se capturado será brutalmente castigado, mesmo que seja momentaneamente aclamado pelos que se beneficiam de sua traição, até estes últimos tendem a desprezá-lo,pois o julgamento da História costuma ser implacável. Assim, por exemplo aconteceu com Calabar.
O oposto à traição é a lealdade e a lealdade inclui a discordância honesta até o momento da tomada da decisão, a partir de então não mais cabe discordâncias. Qualquer militar conhece essa regra básica e por isto causou estranheza a publicação de declarações de alguns generais até então admirados. Declarações tão eivadas de oposição que até suspeitamos que sejam fakes, nada parecido como algo que um deles tenha publicado em referência ao desgoverno do Lula ou de qualquer reconhecidamente corrupto no governo.
Pelas redes sociais chegaram notícias que generais declaravam seu desagrado, pedindo para parar com o show e chamam o Presidente de fanfarrão e arrogante. Um desses generais era considerado pela maioria de nós como sendo o melhor de todos, se não for o melhor pelo menos é o mais testado em combate, por isto mesmo foi grande a decepção de seus admiradores. Sua atitude, embora indigna, não chega a ser uma traição do vulto das de Deodoro e Floriano, mas ultrapassou de longe os limites da discordância leal preconizada pela velha e boa disciplina militar prestante. Quanto aos demais cujas atitudes consideramos igualmente indignas, é desnecessário citá-los, pois quem leu as declarações também o nome dos autores e depois quem sabe não se verifique que não passe de serem fakes?
Por um momento analisemos o mérito das acusações: Fanfarrão e arrogante. – Fanfarrão significa se fazer de valente sem o ser. Ser paraquedista não é para covardes nem pelos riscos que desassombradamente ele corre. Arrogante? Claro que não, no trato com as pessoas, mas certamente em face do estrangeiro que ousa nos ameaçar, ele é ou poderíamos chamar esta arrogância de altivez? Alguém desejaria, de sã consciência um presidente covarde? Um fraco rei torna fraca a forte gente.
Sabemos que a nossa gente está acovardada; acovardada por décadas de leis e propagandas para que não se resistisse a assaltantes porque a vida era mais importante que qualquer bem, mais importante até que a honra. Por décadas de proibições de uso de armas para impossibilitar qualquer defesa enquanto se louvava a rendição. As legislações insistiam em obrigar os cidadãos a se proteger com itens de segurança mesmo contra a vontade, mas sem permitir ao menos a defesa de sua casa e de sua família. Agora esses antigos heróis consideram arrogante um presidente que declara, em linguagem metafórica, que o nosso País não aceitará imposições e que não adiantando tratados e diplomacia, defenderemos nossa soberania a bala.
Se um fraco rei torna fraca a forte gente, um valente presidente pode bem tornar forte uma gente acovardada por governos anteriores?
É o que está acontecendo agora.
Que Deus abençoe o Presidente Bolsonaro

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