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Álvaro Roberto Cruz Ferreira Lima será diretor do Centro de Programas Integrados, responsável por preservar e difundir o acervo da Fundação

O Globo
RIO — O coronel do Exército Álvaro Roberto Cruz Ferreira Lima foi nomeado diretor do Centro de Programas Integrados da Funarte. Publicada no Diário Oficial desta quinta-feira, a nomeação acontece três semanas após o coronel da reserva Lamartine Barbosa Holanda assumir a presidência do órgão, no lugar do ex-assessor de Carlos Bolsonaro, Luciano Querido — que também ganhou cargo.
Lima já foi comandante do Centro de Estudos de Pessoal e Forte Duque de Caxias (CEP/FDC), entre 2013 e 2016. Sediada no Leme, na Zona Sul do Rio, a instituição é responsável pela formação militar em Ciências Sociais e Humanas. Durante o comando de Lima, o CEP/FDC ganhou centros de psicologia aplicada e de idiomas.
Na Funarte, o coronel ocupará o cargo que pertencia a Adriana Martel Poggi de Araújo, nomeada em maio deste ano. Antes de ser diretora no órgão, ela foi dona de uma produtora audiovisual na Barra da Tijuca, no Rio.
O Centro de Programas Integrados é responsável por preservar e difundir o acervo da Funarte, que inclui cerca de 400 mil itens armazenados no Centro de Documentação e Informação do órgão. Entre eles, estão fotografias, cartazes, manuscritos e arquivos audiovisuais, além de outros documentos que contam parte da História das artes cênicas no Brasil.
Procurado para esclarecer se o novo diretor tem alguma formação específica em artes ou gestão pública de cultura, o Ministério do Turismo ainda não respondeu ao GLOBO. Os pedidos de entrevista com o coronel também não foram atendidos ainda. A Funarte disse que não comentaria o assunto.

Presidente da Funarte fez filme com slogan de Bolsonaro
O atual presidente da Funarte, coronel Lamartine Barbosa Holanda, tem cursos de roteirista na Escola de Cinema de São Paulo e de gestão de direitos do processo de financiamento de projetos audiovisuais com recursos públicos, além de formações ligadas à carreira militar. Em entrevista ao GLOBO, ele afirmou ser cineasta e jornalista, e mostrou um currículo que inclui o roteiro de um filme com temática militar que usa o slogan de campanha do presidente Jair Bolsonaro.
Na entrevista, Holanda contou que pretende realizar uma mostra de filmes militares. O projeto já havia sido anunciado em agosto do ano passado, em um vídeo feito pelo deputado estadual paulista Castello Branco (PSL), na Cinemateca Brasileira, mas acabou suspenso.
Holanda substituiu Luciano Querido, ex-assessor de Carlos Bolsonaro, na presidência da Funarte. Na semana passada, Querido, que é bacharel em Direito, designer digital e técnico em TI (tecnologia da informação), foi nomeado diretor do Centro de Artes Visuais do órgão.
O Globo/montedo.com

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