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Momento de descontração aconteceu durante a reunião do presidente Jair Bolsonaro com seus ministros na manhã desta terça-feira, 8

Emilly Behnke e Gustavo Porto, O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA – Em um momento de descontração durante reunião do presidente Jair Bolsonaro com seus ministros na manhã desta terça-feira, 8, o titular da Defesa, Fernando Azevedo, afirmou que “o grande projeto” da pasta é liberar o alistamento obrigatório de mulheres nas Forças Armadas. A declaração foi uma resposta à youtuber mirim Esther Castilho, que fez perguntas aos ministros a pedido de Bolsonaro durante parte do encontro.
“O Brasil está bem defendido?”, questionou a youtuber, de 10 anos, repetindo pergunta ditada pelo presidente. “Para ficar melhor ainda, o grande projeto da Defesa é o serviço militar obrigatório para as mulheres”, respondeu Azevedo, rindo em seguida. Logo após o vídeo da reunião ser divulgado nas redes sociais pelo próprio presidente, a pasta respondeu tratar-se de uma brincadeira.
Um projeto que permite às mulheres prestarem o serviço militar, hoje exclusivo aos homens, está em discussão na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). A proposta é da ex-senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e estabelece que as mulheres ficam isentas do serviço militar em tempo de paz, mas podem prestá-lo voluntariamente, de acordo com suas aptidões. Para isso, as candidatas devem manifestar a opção no período de alistamento do ano em que completarem 18 anos de idade, como já ocorre com os homens.
O relator da medida, senador Espiridião Amin (PP-SC), afirma que as Forças Armadas estimam um custo de R$ 580,76 milhões para receber 6 mil mulheres, o que equivale a 10% dos recrutas convocados no ano de 2019 (60 mil recrutas).

Preço do gás e do arroz
Na rodada de perguntas, Bolsonaro também pediu à youtuber para questionar sobre o preço do arroz à ministra Tereza Cristina, da Agricultura.
“O arroz não vai faltar, agora ele está alto, mas nós vamos fazer ele baixar. Se Deus quiser vamos ter uma supersafra ano que vem”, garantiu Tereza Cristina. Produtos da cesta básica sofreram aumento de preços recentemente. Como o Broadcast/Estadão mostrou, um dos motivos é alta nas exportações, além do alto valor do dólar.
Nem mesmo o ministro da Economia, Paulo Guedes, escapou da entrevistadora. Também sob a orientação do presidente, a menina de 10 anos questionou sobre o preço do gás de cozinha ao ministro Bento Albuquerque, de Minas e Energia, que se esquivou e disse: “pergunta para o Paulo Guedes”.
“Com ajuda do ministro Bento, nós estamos aprovando a Lei do Gás Natural e aí vamos dar um choque de energia barata. Esperamos que o gás caia 20%, 30%, pelo menos”, respondeu Guedes.
O Novo Marco Legal para o Mercado de Gás Natural no País foi aprovado na Câmara na semana passada. O texto, que é uma das principais pautas de interesse do governo, será agora analisado pelos senadores. Pelos cálculos do governo, as novas regras para o setor podem destravar investimentos da ordem de R$ 43 bilhões.
ESTADÃO/montedo.com

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